Quinta-Feira , 21 Setembro 2017

 

Será inaugurada nesta sexta-feira (12), às 17h, a Praça Myriam Fraga, localizada na Rua Silvio Valente, no bairro do Itaigara )perto da escola Girassol). Com 7 mil metros quadrados de área construída, o espaço de convivência teve todo o projeto arquitetônico elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF). No local foram construídos uma quadra de esportes com gramado, miniciclovia, brinquedos infantis e pontos de bate-papo para os moradores. A inauguração contará com a presença do prefeito ACM Neto. 

 

Todo o perímetro foi contemplado com uma concepção paisagística baseada no bioma específico da região, aproveitando as árvores existentes e com a plantação de outras 50 mudas. O conceito de espaço de convivência proposto pela FMLF visa valorizar a interação entre os membros da comunidade e o equipamento público. Por conta disso, os espaços para crianças e atividades físicas contêm equipamentos voltados para atender ao públicos de diversas idades, área de brinquedos clássicos como amarelinha, gangorra e balanço, além de aparelhos de ginástica para jovens e idosos.

 

A Praça Myriam Fraga corresponde a primeira etapa das intervenções viárias realizadas na região do Itaigara. A construção do espaço e das mudanças no entorno resultam um acordo assinado entre a Prefeitura e a Petros - o fundo de previdência da Petrobras -, que financiou as intervenções como contrapartida à implantação de empreendimento imobiliário na cidade. Além da praça, a obra completa envolve diversas alterações no trânsito da região, com a construção de duas passarelas, novos retornos e acessos, instalação de baias de ônibus, semáforos inteligentes e ampliação dos estacionamentos.

 

Homenagem - Morta em 2016, aos 78 anos, a poetisa baiana Myriam Fraga batiza a nova praça da Rua Silvio Valente, no Itaigara. Considerada uma das expoentes de sua geração, a escritora dirigiu a Fundação Casa de Jorge Amado por cerca de 30 anos. Myriam nasceu em Salvador, em 9 de novembro de 1937, e começou a carreira literária na década de 1950. Era membro da Academia de Letras da Bahia, da qual também foi vice-presidente. Dentre suas obras mais relevantes constam "Marinha (1964)", "O riso na pele (1979)" e "As purificações ou o sinal de Talião (1981)".