Quinta-Feira , 20 Setembro 2018
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Calçadas irregulares, canteiros vazios, iluminação precária e o abandono característico de espaços menos movimentados e distante dos grandes centros. Essa é a realidade do Terreiro de Jesus, um dos mais importantes pontos turísticos da capital baiana e porta de entrada para o Pelourinho. O local sofre com a degradação causada por vandalismo, manutenção precária e pela ação do tempo, quadro que será alterado a partir desta sexta-feira (31), com a assinatura da ordem de serviço para a requalificação do espaço. A solenidade será realizada pelo prefeito ACM Neto, no próprio Terreiro de Jesus, às 9h30. 

 

O projeto da reforma foi concebido pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), com base em trabalho do paisagista Roberto Burle Marx, de 1952, e consiste na manutenção do traçado da estrutura, com a devida atualização aos modernos elementos de acessibilidade. A proposta é reconstituir o piso em pedras portuguesas, mantendo o desenho original, reformar os canteiros, conservar e ampliar a presença das árvores laterais, recuperar a estrutura da fonte que abriga a estátua da deusa romana Ceres (agricultura), além de promover mudanças na iluminação, substituindo as atuais luminárias por lâmpadas de LED mais econômicas.  

 

A praça mede 80 metros de cumprimento por 33 de largura e sofrerá atualizações funcionais e paisagísticas necessárias para tornar o local harmônico com o entorno, que é composto por casario e igrejas coloniais, todos devidamente tombados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).  

 

De acordo com a presidente da FMLF, Tânia Scofield, a requalificação visa promover o uso da praça como espaço de convivência, onde as pessoas possam parar para aproveitar a vista, contemplar as construções históricas e se reunir com amigos e familiares. "Nossa proposta é recuperar a praça sem impactos no casario antigo, que é a razão de toda aquela estrutura, pelo valor arquitetônico. Mas a praça do Terreiro de Jesus também tem grande valor histórico e urbanístico colonial, merecendo, portanto, o devido cuidado", reitera Scofield. A reforma deve durar cerca de quatro meses após a assinatura da ordem de serviço. 

 

Estado de degradação - Com o cenário atual, o espaço amarga a rara presença de visitantes. "A reforma será um alívio para o comércio local, pois atrairá mais turistas e potenciais clientes para o estabelecimento. Tudo que vem para melhoria de vida e para beneficiar o turismo é muito bem-vindo", afirma Patrícia Reis, dona de um restaurante na área. “Essa é uma reforma esperada há muito tempo, pois se trata da entrada de uma área histórica da cidade. Está tudo deteriorado: calçamento, canteiros, fonte, tudo. Isso afasta o visitante", lamenta o monitor de turismo Jocemar Costa, que trabalha no Pelourinho desde a década de 1970.

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