Segunda-Feira , 19 Novembro 2018
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Técnicos e dirigentes da Fundação Mario Leal Ferreira (FMLF), Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Casa Civil e Superintendência de Obras Públicas do Salvador (Sucop) que atuam na unidade gestora do Projeto Mané Dendê participaram, nesta quarta-feira (31), do primeiro dia de capacitação com especialistas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para montagem do amplo projeto socioambiental que será executado pela Prefeitura no Subúrbio Ferroviário. O encontro aconteceu no Empresarial Thomé de Souza, na Avenida ACM, e segue até amanhã (1º). 

Os analistas do BID iniciaram a atividade discutindo conceitos referentes à Estrutura Analítica de Projetos (EAP), ferramenta que constitui o primeiro passo para o planejamento de um projeto, ao fornecer uma visão estruturada de ações, agenda, gerenciamento de riscos, distribuição de tarefas e entregas. Esse instrumento foi usado para uma dinâmica com os participantes, que montaram uma espécie de lista de tarefas para confecção do escopo do Novo Mané Dendê. 

Na prática, o projeto consiste em uma gama de ações de sustentabilidade social, econômica, urbana e ambiental que será executada em Alto da Terezinha, Plataforma, Ilha Amarela, Itacaranha e Rio Sena. Para tanto, será disponibilizado um montante de R$502 milhões, sendo metade dos recursos da gestão municipal e o restante proveniente do BID. Trata-se do maior investimento público da história da Prefeitura de Salvador na área do Subúrbio da cidade - o contrato de financiamento foi assinado pelo prefeito ACM Neto em junho passado. 

De acordo com a presidente da FMLF, Tânia Scofield, há atualmente um projeto básico desenvolvido, que vem sendo discutido com moradores das comunidades que serão beneficiadas. “Pelo fato do projeto ter uma dimensão social e física muito grande, são necessários vários estudos e reuniões com os moradores. Por isso, estamos trabalhando em toda a área da sub-bacia do Rio Mané Dendê, que contempla cerca de 34 mil pessoas”, explicou Scofield, que marcou presença no curso. 

A titular da FMLF acrescentou que o projeto Novo Mané Dendê abarcará inclusive o reassentamento de moradores dos bairros que serão alcançados, além de promoção de programas de geração de renda dos cidadãos. “Vamos continuar debatendo com a comunidade nos próximos meses. Já fizemos nove reuniões para passar informações e tirar dúvidas”, destacou.  

Capacitações – O chefe de equipe do BID, Gustavo Mendez, ressaltou que a atuação da organização internacional junto à Prefeitura envolve muito mais que o fornecimento do crédito para as obras que serão realizadas. “O BID apoia com diferentes instrumentos de gestão e capacitações. Já tivemos sobre políticas de aquisições e financeiras, e ainda faremos atividades que envolverão temas de gestão ambiental e social, seguindo as políticas do BID”, disse Mendez. “Por se tratar de um programa multissetorial, com diversas intervenções da bacia do rio Mané Dendê, requer um planejamento bem cuidadoso, que articule as atividades de maneira adequada para que haja eficiência em sua execução”, completou. 

Intervenções - Tanto a conclusão do projeto quanto o início de obras do Novo Mané Dendê estão previstos para segundo semestre de 2019. As intervenções envolverão macrodrenagem do rio Mané Dendê, implantação da rede de esgotamento sanitário novas ligações, tratamento e disposição final de seus efluentes. Além disso, moradias que se encontram em áreas de risco e nas linhas de drenagem serão realocadas, e outras construídas dentro da área do projeto para o reassentamento de famílias. 

O contrato prevê ainda a urbanização de áreas públicas, a construção de passeios e rotas de acessibilidade, a execução de um sistema de drenagem complementar e a recuperação do sistema de drenagem existente. Os moradores da região do Mané Dendê também serão contemplados com a construção de um mercado público, duas creches, um centro cultural multiuso, um terminal de ônibus, 24 praças, além de vias de acesso de transporte público e recuperação das nascentes existentes no local. A previsão é que as intervenções sejam concretizadas em 2023.

 

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