Sábado , 25 Maio 2019
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O espaço de acolhimento para menores montado no abrigo Dom Pedro II pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), está pronto para atender crianças e adolescentes que estejam em situação de trabalho infantil na Lavagem do Bonfim. O ambiente conta com áreas temáticas, como o cantinho da leitura, da pintura, do sono, da música, além de um local destinado à recreação e esporte com pula-pula, quadra de basquete de pequeno porte, de vôlei, totó, dama e dominó.  Além disso, uma equipe multidisciplinar, composta por pedagogos, psicólogos e assistentes sociais, atuará no local.

 

A tarde ainda reserva surpresas como a leitura de estórias infantis e a apresentação de coral feita pelos idosos que moram no abrigo. O acolhimento é destinado às crianças e adolescentes, com idade entre 0 e 17 anos, que estejam trabalhando ou acompanhando vendedores ambulantes na festa religiosa.

 

Segundo a secretária da Semps, Tia Eron, equipes de abordagem do órgão, juntamente com o Conselho Tutelar, farão o percurso do cortejo, sensibilizando os ambulantes no sentido de deixar os menores no abrigo. “Esse é o momento do abraço, o momento que a secretaria demonstra o valor humano. A gente já sabe que a experiência é positiva, porque já funciona no Carnaval. Ao final, os meninos deixam o abrigo, quase sem querer sair, pois eles têm vontade de ficar”, disse.

 

O espaço provisório de convivência, com capacidade para 30 menores e vai funcionar no Abrigo Dom Pedro II, na Avenida Luiz Tarquínio, nº 18, das 7h às 20h. Além de receber crianças em situação de trabalho infantil, vendedores licenciados também poderão levar esses menores de maneira espontânea, sendo necessária apenas a apresentação da licença de trabalho concedida pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). Os acolhidos terão direito a cinco refeições e cuidados com a higiene pessoal. 

 

A diretora de Políticas Sociais da Semps, Juliana Portela, falou sobre a importância do espaço de acolhimento. “Primeiro, nós vamos evitar situações de riscos para esses jovens no percurso. Segundo, vamos conscientizar essas famílias de que a festa popular não é o melhor espaço para eles”.

 

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