Quarta-Feira , 23 Maio 2018
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“A Escolab fez total diferença na minha vida e na vida da minha filha e eu agradeço muito. Para mim, essa escola é tudo”. Esse é o depoimento emocionado de Inalva Lopes, mãe de uma aluna da Escola Laboratório Boca do Rio que, aos 49 anos, viu a vida de sua filha Antônia Lopes, de 15, se transformar, após a matrícula na instituição. As razões da transformação estão presentes em cada detalhe planejado para o ambiente escolar inovador, desde a elaboração do currículo até a interação profissional/aluno.

Diariamente, os estudantes são direcionados a atividades artísticas e tecnológicas prazerosas que estimulam cada vez mais a criatividade e a vontade de aprender nas crianças e adolescentes matriculados. O processo de ensino e aprendizagem está estruturado em seis eixos: jogos de linguagem, jogos de raciocínio lógico, cultura global, experimentação científica, experimentação artística e prática esportiva.

Cada eixo proporciona uma experiência importante para o desenvolvimento do aluno. Um dos que mais encantam a turma é o de experimentação científica. A disciplina transforma a sala de aula em um laboratório, onde é possível conhecer e criar produtos tecnológicos que estão em alta no mundo globalizado. Durante as aulas desse eixo, ocorre o contato com equipamentos de ponta, como a impressora 3D, robôs e caixas de experimentos. Tablets e notebooks substituem o caderno e potencializam o conhecimento tecnológico já adquirido, visto que os cientistas mirins já nasceram no universo digital.

“O grande diferencial desse projeto pedagógico é justamente a aprendizagem a partir da experiência, ou seja, é uma Pedagogia Vivencial. Nesse caso, são três os pilares que embasam tudo o que fazemos aqui. O primeiro é a questão do aprendizado a partir da experiência, o segundo se constitui de dois elementos: do projeto de vida e do protagonismo juvenil. Tudo isso contribui para o terceiro pilar, que é justamente a utilização da tecnologia enquanto um disparador e consolidador de aprendizagens”, afirma o diretor da Escolab Boca do Rio, Miguel Dourado.

Por todos esses equipamentos e metodologias, que aguçam a curiosidade e o desejo de aprender, que os alunos não querem sair da Escolab. “Nós temos dificuldade aqui em fazer com que as crianças vão para casa. Temos que dizer que chegou o horário, que é preciso ir”, conta Dourado. E é por toda essa estrutura também que Inalva, dona do depoimento emocionado do início da matéria, viu a vida de sua filha se transformar.

Antônia vivia pelos corredores, agia com rebeldia e não assistia às aulas regularmente, comportamento que fez com que Inalva fosse chamada várias vezes à secretaria para receber reclamações que a faziam chorar. Após a entrada de Antônia na Escolab, Inalva foi chamada novamente, dessa vez para uma apresentação da filha, momento em que se emocionou de orgulho, por ver a adolescente cantar em inglês. “Naquele dia eu estava vendo a minha filha, a Antônia de antes. Ali eu estava me emocionando, não por medo de perder a minha filha para o mundo, mas por orgulho”, relata.

Impressões 3D – Em parceria com a Startup Mine Maker LAB, os estudantes estão tendo aula de introdução à programação, modelagem, produção de aplicativos e, futuramente, terão aula de criação de games e introdução à robótica. Sócio-fundador da startup, Peterson Lobato, que auxilia o professor Anderson Caribé nas aulas de experimentação científica, explica que para imprimir objetos na impressora 3D, as crianças e adolescentes aprendem primeiro a modelar o produto no computador com o auxílio de softwares gratuitos, os chamados open sources.

A impressora da Escolab Boca do Rio imprime objetos por meio de filamentos orgânicos, feitos com fibras de milho. O material se decompõe na natureza em até dois anos, preservando o meio ambiente. Como haverá aulas de robótica, além de brinquedos, os alunos vão imprimir robôs e peças de montagem. As peças podem montar, por exemplo, uma caixa mágica, que demonstra o processo de transformação de energia mecânica em elétrica, desvendando o funcionamento de equipamentos como semáforos, ventiladores e lâmpadas.

Produtos tecnológicos – No ano passado, os alunos imprimiram várias réplicas de Creeper, personagem do Minecraft, um dos jogos mais acessados pelo público infanto-juvenil na atualidade. Ainda em 2017, a turma de experimentação científica criou o Notícias BDR, aplicativo que divulga notícias, lugares e eventos do bairro Boca do Rio. Segundo a direção, a ferramenta poderá ser disponibilizada, em breve, nas lojas de aplicativo.

“Além do processo de criação, nós incentivamos o protagonismo nos estudantes. Por exemplo, quando levamos o trabalho de criação do aplicativo, no ano passado, promovemos discussões para a escolha do tipo e, com isso, eles perceberam qual era a sugestão com maior impacto para a comunidade. A lógica é trabalhar a tecnologia como ação transformadora, para que eles se sintam agentes das mudanças da comunidade onde vivem”, explica o professor Anderson Caribé.

E os estudantes aprovam: “achei o trabalho ótimo porque antes da Escolab eu não tinha tido essa oportunidade de desenvolver produtos tecnológicos no ambiente escolar e isso é bom para expandir o nosso conhecimento. Aqui na Boca do Rio a gente tem muita coisa boa que não é divulgada, por isso, criamos o aplicativo para disseminar tudo isso”, conta Rafael Pereira, de 16.

Outras unidades – Além da Escolab da Boca do Rio, Salvador conta ainda com unidades do tipo no Subúrbio (uma em Coutos e outra dentro do Subúrbio 360, que tem parceria com o Google e a SmartLab). Esta última estrutura conta com duas quadras poliesportivas, um teatro com 400 lugares (que também se transforma em auditório) e uma cozinha industrial para cursos profissionalizantes (voltada para as mães dos alunos), refeitório, elevador e rampas de acessibilidade, casa de lixo e de gás, estacionamento e estruturas administrativas.

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