Quinta-Feira , 16 Agosto 2018
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O Centro de Controle de Zoonoses de Salvador (CCZ) deu sequência a mais um dia de vacinação antirrábica de cães e gatos no município. Uma das regiões da cidade alcançadas pela ação foi o Subúrbio Ferroviário, onde agentes percorreram os bairros da localidade para realizar o serviço de porta em porta. A mobilização integra a campanha de vacinação que acontece na capital baiana desde o dia 3 de julho. A iniciativa seguirá até a próxima sexta-feira (17), em complemento ao serviço de imunização disponibilizado gratuitamente em 95 unidades de saúde da rede municipal.

Moradora do São João do Cabrito, a autônoma Valquíria Araújo, 48 anos, ficou feliz quando viu equipes do CCZ atendendo no bairro. “Tenho cinco gatos que não foram vacinados este ano. Fica difícil levá-los ao posto Beira-Mangue, que fica a uns 20 minutos a pé daqui de casa. Esse serviço é maravilhoso e importante porque evita que meus bichos, que considero parte da família, adoeçam”, disse ela.

A médica veterinária Ivana de Almeida, que acompanhou a ação em São João do Cabrito, lembrou que o Subúrbio conta com 23 unidades físicas para vacinação animal e que, durante o andamento da campanha, o CCZ também atendeu por meio de postos itinerantes e equipes volantes. “Há pessoas que têm dificuldades em levar o animal para o posto, daí surge a necessidade de realizar vacinação de porta em porta”, explicou.

Só no Subúrbio, desde o dia 3 de julho, já foram vacinados 29.448 animais, sendo 21.184 cães e 8.264 gatos. Em toda a cidade, a meta é imunizar 200 mil pets. Os animais devem ser vacinados a partir de três meses de idade. Cadelas e gatas recém-paridas só podem passar pelo procedimento 15 dias após darem à luz. Bichos debilitados ou com alguma doença não podem ser imunizados antes de passaram por avaliação de um veterinário.

Raiva silvestre - Neste ano, quatro casos de raiva silvestre em morcegos foram confirmados, nos bairros de Patamares, Piatã e Arenoso. A circulação do vírus na capital é mais um motivo para deixar os responsáveis pelos animais de estimação em alerta, já que o risco de contaminação é ainda maior. Mesmo cães e gatos que não saem de casa sozinhos e vivem mais isolados em apartamentos devem ser vacinados.

Desde 2004, Salvador não registra casos de raiva humana. O vírus da doença é transmitido ao indivíduo por meio da saliva do gato, cão, sagui ou morcego infectado.

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