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Foto: Jefferson Peixoto - SECOM

O Dia Nacional do Assistente Social é celebrado nesta quarta-feira (15), em referência ao Decreto Federal nº 994, de 15 de maio de 1962, que regulamenta e oficializa a profissão no Brasil. A data é uma homenagem aos profissionais que lutam por melhores condições de vida, saúde e trabalho para os grupos menos favorecidos ou "à margem da sociedade".

O assistente social é um membro ativo na luta pelos direitos humanos. Em Salvador, somente na Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre), são 122 profissionais da área que atuam nos projetos sociais desenvolvidos pela pasta, buscando transformar e dar novo significado à vida daqueles que mais precisam.

Formada em Serviço Social pela Universidade Católica do Salvador há 21 anos, Carmem Flores, 59 anos, atua na supervisão dos 30 Centros de Referência de Assistência Social (Cras). São 41 anos dedicados à administração municipal, com trabalho iniciado aos 18 anos, como auxiliar. Através da vivência no trabalho social desenvolvido pela esfera pública, surgiu o interesse em se tornar uma assistente social.

“Fazia visitas nas casas das pessoas, ouvia e via a história das famílias nas comunidades. Escolhi me tornar uma mediadora de acesso à garantia de direitos. Nosso papel começa quando inscrevemos nos nossos programas. Mas a nossa alegria é quando desligamos as pessoas, as famílias. Digo isso porque quando elas deixam de precisar dos benefícios, é porque resgataram sua autoestima, resinificaram suas vidas e encontraram sua função na sociedade”, diz ela, emocionada.

Mudança de vida – Dentre os casos que marcaram a carreira na gestão pública, ela lembra de Celina dos Santos, 56 anos, hoje funcionária de serviços gerais do Cras Parque São Bartolomeu. “Há mais de 20 anos, encontrei ela na rua com os quatro filhos vendendo detergente caseiro em garrafas pet e passando muitas privações. Cadastrei os dados, inscrevi os meninos dela no PET (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) e consegui empregá-la no Cras. Hoje Celina tem uma vida decente e os filhos bem formados e empregados. A única menina, inclusive, formou-se em Serviço Social”, conta orgulhosa.

Celina de fato teve a vida transformada e conta o quanto as ações sociais fizeram a diferença na vida da família. Moradora da Invasão Araçás, em Plataforma, no Subúrbio Ferroviário, ela relembra que mudou de vida graças ao acompanhamento e instruções de dona Carmen, maneira como se refere a assistente social até hoje. “Meus filhos estudaram. Minha menina é assistente social. Hoje tenho casa, emprego, concluí o 2º grau, fiz cursos e tenho orgulho de mim e dos meus filhos. Tudo isso graças à sensibilidade dela que guiou e me trouxe até os projetos da Prefeitura”, afirma.

Transformação – Movida pela paixão, a assistente social há 21 anos e atualmente assessora da Diretoria Social Especial da Sempre, Roberta Padre, 48 anos, conta que a possibilidade de transformar vidas é o principal motivador da profissão. Ela lembra o motivo de ter escolhido o Serviço Social como profissão. “Me encantei por essa possibilidade de transformar vidas. Escolhi fazer algo que pudesse trabalhar por uma sociedade melhor, pela coletividade. Sou uma apaixonada, amo o que eu faço. Atribuo esse engajamento na profissão a possibilidade de, como profissional da assistência social, impactar e gerar um movimento de transformação na vida das pessoas”, diz.

A assistente social ressalta a importância da atuação do profissional no processo de confecção de políticas públicas sociais. “Nosso trabalho é realizar intervenções críticas positivas, com ações técnicas, atuando com nossos usuários para combater as desigualdades. Lutamos pelos direitos sociais. Ajudamos na construção de novas histórias de vida, de emancipação, contribuindo na construção e execução de projetos”, enfatiza, assinalando que milhares de pessoas contempladas pelas ações sociais dos serviços públicos tiveram as vidas transformadas.

“Apesar das dificuldades, da discriminação, trabalhamos todos os dias para universalização de direitos. Acreditamos no ser humano, nosso papel é oportunizar novos rumos e transformar a vida dos indivíduos”, reforça Roberta.

 

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