Segunda-Feira , 16 Dezembro 2019
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Foto: Bruno Concha - SECOM

 

Durante anos, o Brasil foi referência no combate e erradicação de doenças, como a poliomielite (paralisia infantil) e sarampo. No entanto, o noticiário e os boletins oficiais de saúde têm revelado uma triste situação: essas enfermidades estão retornando e matando cidadãos, por descuido na vacinação da criança ao idoso. Para não se tornar mais um número (até mesmo fatal) nas estatísticas, é importante verificar: você está com a caderneta de vacinação em dia?

A subcoordenadora de Controle de Doenças Imunopreveníveis da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Doiane Lemos, ressalta a importância de manter o documento atualizado. “Estando na unidade de saúde, é sempre uma oportunidade de atualizar a situação vacinal. Por isso, a gente reforça a importância desse documento. Ele deve ser guardado e a pessoa deve tê-lo como um guia. Ali tem o histórico da pessoa: todas as vacinas que ela completou esquemas, todas que foram iniciadas, e as que ainda precisam ser tomadas. Então, é sempre importante ter esse documento como um marco”.

A ministração dos antivírus vai depender da faixa etária de cada pessoa. Caso haja dúvidas, a recomendação é procurar um posto de vacina para verificar a situação atual, e se necessário, fazer a atualização. Com isto, as pessoas passam a ter proteção contra as doenças de acordo com a especificidade do esquema de cada antivírus. Atualmente, no calendário básico de vacinação, está disponível a imunização contra doenças como hepatite B, febre amarela, tuberculose e meningite, entre outras. A consulta do calendário pode ser feita no site do Ministério da Saúde, por meio do portalms. saude. gov. br.

Legislação e exigência – Apesar de muitas pessoas pensarem que o cartão de vacina é só para crianças, a imunização é recomendada em todas as idades. Na década de 1970, as campanhas de vacinação contra a varíola foram fundamentais na erradicação da doença. Por esse motivo, a Lei 6.259 de 30 de outubro de 1975, e o Decreto 78.231 de 30 de dezembro de 1976 sobre imunizações e vigilância epidemiológica, deram ênfase às atividades permanentes de vacinação e colaboraram para fortalecer institucionalmente as ações.

A caderneta é um documento indispensável. Considerada equivalente à carteira de identidade, algumas agências de viagem, dependendo do destino, fazem a recomendação em contrato para atualizar o documento. Isso porque alguns países exigem imunização para determinadas doenças e, sem estar vacinado, o indivíduo pode ser deportado.

Perda – Em casos de perda, o ideal é que o indivíduo procure a unidade onde se vacinou, evitando tomar doses de imunobiológicos desnecessariamente. “O ideal é não perder. Precisamos trabalhar nesse contexto. Imagine o transtorno que é quando você perde um RG, uma carteira de trabalho. Nesse caso, você vai ter que se submeter a outras injeções, sem necessidade. Caso perca, busque outras formas. Pode haver uma cópia do cartão de vacina no trabalho, na escola do filho também. Então, primeiro, é tentar encontrar ou, mesmo, ir à unidade onde tomou a vacina para tentar resgatar essa informação. Se não encontrar, vai começar o esquema do zero”, alerta Doiane.

Sistema – A subcoordenadora explica que, desde 2016, é utilizado o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI). O objetivo é coordenar as ações de imunizações, já que ele consegue fazer uma guarda das informações das pessoas vacinadas. De acordo com o site do Ministério da Saúde, o SI-PNI é formado por um conjunto de sistemas, a exemplo dos utilizados pela gestão municipal, que avaliam desde a aplicação da vacina, passando pelo gerenciamento das doses, até as possíveis reações adversas e localização de lotes do medicamento.

 

 

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