Terça-Feira , 25 Fevereiro 2020
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Fotos: Bruno Concha/Secom                                                                                                                                 

Com muita simpatia, as baianas desfilaram pela via principal do bairro de Itapuã, na manhã desta quinta-feira (13), para a tradicional lavagem do bairro. Acompanhadas por uma multidão e paramentadas com saias rodadas, batas, torsos, colares, sustentando jarros com água de cheiro na cabeça, elas lavaram as escadarias da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, na praça Dorival Caymmi.

A cena encantadora emocionou moradores e visitantes que participaram da Lavagem de Itapuã, no ano em que a festa completa 115 anos de tradição. A manifestação cultural é o último evento popular que antecede o Carnaval no calendário oficial de festas de Salvador.

A prática centenária, cujo ponto alto ocorreu ao meio-dia, reuniu muita dança ao som do afoxé Filhos de Gandhy. A baiana Áurea da Silva, de 58 anos, esbanjava sorriso enquanto seguia a tradição passada pela mãe. “Há 20 anos eu participo da festa e é sempre uma felicidade muito grande poder representar a nossa cultura. Essa é uma tradição que vai passando de mãe para filho e que não pode morrer”.

No cortejo, era possível ver de tudo: uma alegoria enorme de baleia em homenagem à espécie Jubarte, polvo, limoupalha (um carro todo enfeitado de palha) e bicicleta paramentada, entre outros. Ao todo, 53 atrações desfilam durante o dia pela Avenida Octávio Mangabeira e pela Rua Aristides Milton, sendo que, à tarde, o desfile sai do coqueiral de Itapuã e segue em direção ao Largo de Cira.

Homenagem – Uma das homenageadas da festa e um dos ícones do samba baiano, Gal do Beco disse estar muito feliz com a escolha. “Eu faço questão de participar da Lavagem de Itapuã. Esse foi o bairro que me acolheu desde minha chegada, na década de 1970, e que marcou a minha história. Estou muito feliz com a homenagem e com a beleza que essa festa tem preservado”, contou. Além dela, a festa também reverenciou o cantor Gilberto Gil.

Moradora do bairro da Pituba, Telma Moitinho, 67 anos, ficou surpresa com o que viu. “É o segundo ano que eu participo, mas é a primeira vez que eu acompanho todo o cortejo. Estou achando tudo muito lindo, valeu muito a pena ter vindo. Vou ficar até mais tarde”.

Como já é tradição, a programação da Lavagem de Itapuã começou bem cedinho, às 2h, com a saída do Bando Anunciador pelas ruas, convidando os moradores para participar do evento. Às 5h, foi realizada a Lavagem Nativa e, às 7h, foi servido o tradicional café de Dona Nissu, com bolos e mingau.

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