Sexta-Feira , 06 Dezembro 2019
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Alunos e professores do projeto Boca de Brasa em Plataforma participaram de uma reunião no auditório do Centro Cultural do bairro para dar o pontapé inicial das oficinas que começaram hoje (24) e prosseguem até o próximo sábado (26). “O Boca de Brasa não é um trabalho para descobrir talentos, mas para apoiar quem já está na estrada”, afirmou o presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, ressaltando a importância de dar mais visibilidade ao que já vem sendo produzido na cidade, desenvolvendo ações, como qualificação e financiamento de projetos culturais relevantes para a população.

 

Um dos aspectos positivos da realização do projeto é a troca de conhecimento entre todos os que participam das oficinas. “Hoje, eu fui chamado de professor, mas, na verdade, eu sou aluno, vim compartilhar um pouco da minha experiência como músico e aprender com os professores que estão aqui”, destacou o cantor Saulo Fernandes, que ministrou a aula inaugural da oficina de Música. “O Boca de Brasa vai levantar a autoestima dessa garotada, ‘holofotizar’ o trabalho, ascender as pessoas. No gueto tem muita gente boa”, acrescentou.

 

O legado positivo que o projeto vai deixar para a cidade foi destacado pelo professor da oficina de Direção Artística e Gestão de Grupos, Elísio Lopes Jr. Para ele, “ao valorizar os artistas, o bairro é beneficiado. Com o tempo, a cidade irá sentir o impacto que ele fará no cenário da cultura como um todo. A qualidade da programação cultural irá melhorar em todos os locais contemplados”, assinalou.

 

Tecladista e cantor de rap do bairro de Auto de Coutos, André Costa comemorou a realização do projeto. “Com a qualidade dos professores que estão aqui, eu vou ganhar experiência e aumentar o conhecimento na área. Oferecer um bem cultural faz bem à população. Espero que seja bem aproveitado”, considerou.

 

Estão sendo oferecidas ainda oficinas de Dança de Rua, Grafite, Criação Literária, Produção Executiva e Elaboração de Projetos. No domingo (27), será realizada uma mostra pública com os resultados artísticos das oficinas realizadas, em um palco móvel a ser instalado na Praça São Braz, das 16 às 21h. Além dos artistas locais, o evento terá a participação do apresentador Psit Mota, que conduzirá a programação.

 

Apesar de ser realizado durante quatro dias, o Boca de Brasa busca manter os processos de aprendizado e a troca de experiências, bem como o diálogo com a administração pública. “O Boca de Brasa em Plataforma começou hoje, mas os desdobramentos são imprevisíveis. A ideia não é que seja um evento, mas um processo com continuidade. Com o mapeamento cultural, iremos identificar os grupos e as linguagens mais representativas das diversas regiões, fomentar a criação de redes entre os agentes dos diferentes bairros e buscar desenvolver políticas que incentivem a produção cultural em Salvador”, finalizou Fernando Guerreiro.

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