Quinta-Feira , 20 Setembro 2018
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A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) alcançou 57% de cobertura na vacinação contra febre amarela com dose fracionada, dentro da campanha que começou em fevereiro e segue até esta sexta-feira (09), visando alcançar o maior número possível de pessoas. Pouco mais de 23 mil doses foram aplicadas durante a campanha – número considerado baixo e longe da meta da secretaria, que é ter 95% da população vacinada.

“Quando começamos a campanha tínhamos 56% de cobertura, e faltando apenas uma semana para encerrar a mobilização o incremento foi de apenas 1% da população. Mesmo que não tenha tido caso em humanos no município de Salvador, não dá para descartar a vacinação, que é a via de proteção mais eficiente em combate ao vírus”, afirma a subcoordenadora de Imunização da SMS, Doiane Lemos.

Mais de 1.100 mil pessoas ainda precisam ser imunizadas em Salvador. A vacina está disponível de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, nas 41 unidades básicas da rede municipal. No final da campanha, a imunização vai continuar sendo oferecida nos postos de saúde, já que faz parte do calendário vacinal.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), a vacina é contraindicada para crianças menores de seis meses, idosos acima dos 60 anos, gestantes, mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas. Para estes grupos, a orientação é que a pessoa busque ajuda médica, cujo profissional de saúde avaliará o benefício e o risco da vacinação.

Outras vacinas - A subcoordenadora acrescenta que a baixa procura não acontece apenas com a imunização contra a Febre Amarela. “As pessoas não têm o hábito de procurar os centros de saúde com o avançar da idade, o que diminui a adesão nas vacinas”, completa. Ela alertou ainda que a imunização precisa de alguns dias para fazer efeito. “As vacinas demoram de 10 a 15 dias para ter a produção de anticorpos”.

Cartão deve ser guardado – É preciso, também, ter cuidados com a caderneta de vacinação da criança, do adulto e do idoso. “O cartão é uma continuidade e as vacinas são sequenciais. Algumas têm de ser reforçadas ao longo da vida, baseado no que a pessoa já fez na infância”, explica Doiane. O ideal é que os cartões possam ser armazenados em diversas plataformas, seja em cópias ou por em e-mails.

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