Segunda-Feira , 15 Outubro 2018
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O encontro entre poesia e cinema marca a edição de junho do projeto Quintas Gregorianas nesta quinta-feira (14), às 19h, na Galeria do Teatro Gregório de Mattos (TGM), no Centro. Em recital batizado de Odu-Duo, as duas linguagens artísticas interagem através de sons, imagens e sentidos pelas mãos de dois artistas baianos. A entrada é franca. 

A mixagem ao vivo entre cinema e poesia acontece pelas mãos do poeta James Martins e do cineasta Caio Araujo. O duo promete apresentar inusitadamente as duas linguagens atuando como num jogo de frescobol, com diálogos e propostas como poemas para assistir, filmes para cegos e toques da canção popular. 

Durante a atividade, os poemas e projeções “explorarão a dupla característica de serem artes tanto do tempo como do espaço, em ligações umbilicais”, segundo os autores. Além de obras próprias como "O Sistema é Fruto" (James Martins) e "O Elogio da Utopia" (Caio Araujo), haverá releituras de artistas como João Cabral de Melo Neto ("O Cão Sem Plumas"), Waly Salomão ("A Memória é Uma Ilha de Edição") e Augusto de Campos (“TVGramma 4 – Erratum”). 

Perfis – James Martins é poeta e organizador do Pós-lida (recital de poesia e alguma prosa). Colunista e crítico em alguns veículos de comunicação, Martins é famoso pelas perguntas ácidas. Caio Araujo é cineasta experimental, compositor e instrumentista. Foi o vencedor do prêmio de melhor filme experimental e melhor filme de ficção no Festival Cidade Filmada em 2009, em Salvador.

GREGÓRIOS – Além do Quintas Gregorianas, o público também poderá conferir a mostra GREGÓRIOS. Ambientada num circuito dinâmico e criativo, com diversas texturas, composta pela vasta obra creditada a Gregório de Mattos, a exposição cria uma atmosfera seiscentista da Salvador do poeta, por via da iluminação, dos sons, de imagens e objetos que transportam os visitantes àqueles tempos em que a capital da Bahia já se fazia majestosa e a mais importante cidade das Américas. 

Além da vida e obra do Boca de Brasa, uma linha do tempo retrata a trajetória da Fundação que leva o nome do poeta. Criada em 1986, a Fundação Gregório de Mattos (FGM), ao longo de três décadas, tem sido uma instituição importante para alavancar ações e projetos culturais em Salvador.

GREGÓRIOS está em cartaz na Galeria do Teatro Gregório de Mattos e acaba de ser estendida até o mês de outubro, quando será remodelada e ganhará formato de memorial permanente. A exposição tem curadoria e conceito de Joãozito (in memorian), Lanussi Pasquali e Carla Zollinger, com cenografia de Renata Mota e produção executiva assinada pela Multi Planejamento Cultural.

 

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