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Casa das Histórias de Salvador será 1º centro de interpretação do patrimônio da cidade

Fotos: Valter Pontes / Secom PMS

A Casa das Histórias de Salvador (CHS), primeiro centro de interpretação do patrimônio da capital baiana, e o Arquivo Municipal de Salvador foram oficialmente entregues aos soteropolitanos nesta segunda-feira (29). Com um acervo digital e físico, os equipamentos vão apresentar uma nova narrativa sobre os quase cinco séculos da cidade, destacando as histórias, saberes e fazeres de pessoas comuns, geralmente ignorados pela história oficial. Os espaços foram inaugurados nesta segunda-feira (29) pelo prefeito Bruno Reis, acompanhado do secretário da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), Pedro Tourinho, demais autoridades municipais e imprensa.

No discurso, o prefeito Bruno Reis ressaltou que o CHS e o Arquivo Municipal são um marco importante para a preservação da memória de Salvador e do Brasil. “Eles vão marcar de forma definitiva a história de nossa cidade. A Casa das Histórias era aquele casarão abandonado do passado e que agora virou um dos mais bonitos de Salvador, e ainda estamos inaugurando esse prédio de 12 andares, que foi totalmente construído. Um povo que não preserva seu passado não tem como construir o seu presente e o seu futuro. Está aí a nossa história para os nossos filhos”, declarou.

Localizada no Comércio em um casarão centenário que foi completamente revitalizado, a CHS tem como foco a contribuição das pessoas negras e indígenas para a formação da cidade. O espaço é um convite à população para participar ativamente e refletir acerca dos sentidos, da memória e do futuro da capital baiana. O investimento municipal no complexo foi superior a R$93 milhões.

Nos quatro andares, a Casa das Histórias irá proporcionar uma imersão na cidade de Salvador, quer seja através de suas festas populares, com o curta-metragem “Traçando festas”, quer seja acessando parte do acervo do Arquivo Público Municipal, um prédio de 12 andares integrado à Casa das Histórias. O acervo possui mais de 4 milhões de documentos que retratam a história de Salvador, da Bahia e do Brasil, além de 193 mil itens documentais, como fotografias e matérias históricas – todo esse material, que estava em processo avançado de degradação, foi 100% recuperado e digitalizado.

Para o secretário Pedro Tourinho, o novo equipamento cultural irá promover uma reflexão acerca da memória da cidade. “A Casa das Histórias de Salvador é o espaço em que a cidade conta sua própria história. Por entre memórias escritas, orais, ecológicas e visuais podemos fazer uma viagem inspiradora pelas narrativas que nos constituíram enquanto cidade e povo que se mostra e se pensa”, afirmou.

Construção popular – Interligando os quatro andares, as “Escadas do Patrimônio” refletem a riqueza histórica e cultural de Salvador, representadas em 50 imagens de cenas e ícones da cidade, decoradas em 600 azulejos, com curadoria de José Eduardo Ferreira Santos, fundador do Acervo da Laje, espaço de memória artística, cultural e de pesquisa, situado em São João do Cabrito. A Casa das Histórias também terá representações das paisagens naturais da cidade, através de imagens acompanhadas de uma trilha sonora original, e um espaço com destaque para a formação geográfica de Salvador, com uma maquete topográfica do Centro Histórico da cidade.

Projeto – O equipamento municipal é gerido pela Secult e contou com museografia assinada pela curadora Ana Helena Curti, do consórcio Memorar. Além disso, foi financiado com recursos do Prodetur.

Ana Helena explicou que a proposta do espaço é provocar experiências mais diversas como a sonora, sensorial e de imersão em projeções. “A ideia é trazer para a Casa das Histórias outros pontos de vista e conteúdos que provavelmente as pessoas ainda não conhecem. Isto para que elas possam conhecer e somar ao imaginário que já tem. Então a gente traz o que o povo soteropolitano pode contribuir com a cidade. Temos pessoas que deram depoimentos, se envolveram no processo de conteúdo porque fazemos tudo com as pessoas”, enfatizou.

Ambientes – A CHS apresenta uma narrativa nova sobre os quase cinco séculos de Salvador, utilizando conteúdos digitais e um acervo físico que incluem saberes e fazeres das pessoas comuns, normalmente não abordados pela história oficial da cidade, ressaltando a contribuição negra e indígena para a formação da primeira capital do país, de modo a convidar os visitantes a participar ativamente da reflexão acerca dos sentidos da memória e do futuro da capital baiana.

No térreo da Casa, o visitante encontra a recepção, a loja da CHS, o mapa do patrimônio mundial natural e cultural da Unesco, bem como texto Manifesto do equipamento. No 1º andar, uma representação do patrimônio natural de Salvador, concebida por meio de uma experiência imersiva na qual as paisagens naturais da cidade (as tonalidades da luz solar, o mar da Baía de Todos os Santos, a flora e da fauna da Mata Atlântica e da Restinga, os rios e lagoas) são expostos a partir de imagens poeticamente criadas e acompanhadas por uma trilha sonora original.

Subindo mais um andar, a formação da geografia de Salvador é aludida através de uma maquete topográfica do Centro Histórico da cidade (seu núcleo formador), onde são sinalizados 24 pontos do patrimônio local. Sobre a maquete, duas projeções mapeadas em painéis suspensos apresentam imagens em movimento percorrendo toda a extensão urbana que contém os demais bairros, até os limites da capital.

O mesmo pavimento conta ainda com 48 conteúdos em que 24 “diálogos do patrimônio” relacionam localidades da cidade aos pares em função de certas conexões históricas que os vinculam, a exemplo da Barroquinha e do Engenho Velho da Federação, ligados por terem sido os territórios onde foram erguidos os primeiros terreiros de candomblé.

Já no 3º andar o público é convidado para duas experiências: assistir ao curta-metragem “Trançando Festas”, sobre as festas de largo da cidade, em um painel de LED em frente à arquibancada do pavimento; e conhecer os 24 retratos de mulheres, homens e crianças comuns, de diferentes etnias, faixas etárias, territórios e atividades profissionais, que assumem o protagonismo de narrar os fatos e expressões culturais que inspiram seu sentimento de pertencimento à cidade.

O 4º e último andar, que se liga ao novo prédio do Arquivo Público Municipal, possui uma área dedicada a apresentar parte do acervo do arquivo, bem como a história do prédio centenário que abriga a CHS, restaurado das ruínas para este fim. Em outro espaço deste pavimento, há uma área para exposições temporárias, que recebe em uma sala a expo Mundos do Trabalho; e em outra, peças do Acervo da Laje.

Interligando os quatro andares, as “Escadas do Patrimônio” refletem a riqueza histórica e cultural de Salvador, representadas em 50 imagens de cenas e ícones da cidade (roda de capoeira, tabuleiro de baiana do acarajé, pesca com rede), decoradas em 600 azulejos, com curadoria de José Eduardo Ferreira Santos, fundador do Acervo da Laje.

No que diz respeito à acessibilidade, a CHS tem peças elaboradas com relevos e texturas que favorecem a visita de pessoas com deficiência visual, além de mapa e QR Code táteis, audioguia descritivo, videolibras, textos em braile e pictogramas – conteúdos representados por figuras que facilitam a compreensão de crianças, pessoas com déficit cognitivo e doenças mentais.

Funcionamento – A Casa das Histórias funcionará de terça a domingo, das 10h às 18h, com última entrada às 17h. Os ingressos para visitação podem ser retirados através do Sympla, com entrada gratuita até 31 de março.

Novo polo histórico-cultural – O prefeito Bruno Reis destacou que, graças aos investimentos recentes, a região da Praça Cairu já é uma das zonas culturais mais importantes de Salvador. Além da Casa das Histórias, o município está construindo a Casa de Espetáculos e a Escola de Arte, prédios anexos à Cidade da Música, equipamento que também foi entregue na atual gestão. Ali também está o Mercado Modelo, recentemente revitalizado, que agora possui a Galeria Mercado. Além disso, o Polo de Economia Criativa Doca 1 e o Hub Salvador também ficam próximos, na Avenida da França.

“Fazer esse nível de investimentos não foi fácil, mas está aí, entregue, mais um legado que nós vamos deixar para a história de Salvador. Aqui, teremos cinco equipamentos. Nós já entregamos três e mais dois estão em construção. Aqui, será o principal quarteirão cultural do Brasil. Com todos eles juntos, vamos nos fortalecer e nos consolidar no turismo. No passado, a gente oscilava entre terceiro e segundo destino do país. Mas, para 2024, Salvador é a cidade mais desejada do Brasil pelos brasileiros, de acordo com o Ministério do Turismo”, ressaltou Reis.

O prefeito citou ainda outras conquistas da cultura soteropolitana que tiveram a realização da Prefeitura. “Nós entregamos o Memorial do 2 de Julho, na Lapinha, para comemorar os 200 anos da Independência da Bahia. O Muncab, Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, que se arrastava há 20 anos, entregamos em novembro passado. Vem aí o novo Teatro Vila Velha, o novo Cine Excelsior e a nova Senzala do Barro Preto, sede do Ilê Aiyê”, elencou.

“Nós entendemos a importância da cultura. Não apenas por valorizar a nossa história, mas pelo potencial e pelo caldeirão cultural que é Salvador. Todos os principais movimentos de cultura do Brasil são liderados por artistas baianos, desde a Tropicália, passando pela Bossa Nova, e chegando à revolução que o Axé Music promoveu. E tudo isso gera emprego, gera renda, gera oportunidades para os soteropolitanos”, finalizou Bruno Reis.

Reportagem: Joice Pinho / Secom PMS

Salvador sedia evento que homenageia mestres octogenários da capoeira  

Foto: Valter Pontes/Secom PMS 

Salvador irá sediar, a partir desta quarta-feira (24), o maior evento nacional de discussão sobre o futuro da capoeira no Brasil e no mundo. O 5º Rede Capoeira, que acontecerá até o sábado (27), tem como objetivo fortalecer os saberes tradicionais, promover o direito à cultura e reconhecer os grandes mestres dessa manifestação.   

Com a participação especial de diversos mestres octogenários, o evento proporcionará debates públicos para um novo olhar sobre a capoeira, suas representatividades e necessidades. Entre os homenageados, destacam-se o Mestre João Grande, Mestre Acordeon, Mestre Boca Rica, Mestre Brandão, Mestre Felipe de Santo Amaro e Mestre Olavo, entre outros. 

O 5º Rede Capoeira abrangerá fóruns, palestras, atividades culturais, oficinas e a etapa final dos jogos internacionais de capoeira, conhecidos como Estação Paranauê.  A programação acontecerá no Espaço Cultural da Barroquinha e no Mercado Modelo, no Centro Histórico da cidade, com entrada gratuita.  

Importância histórica – Para Mestre Sabiá, idealizador e coordenador do Rede Capoeira, esse evento terá uma “importância histórica” sobre a capoeira. “Reconhecer o legado desses mestres e poder homenagear em vida é um momento marcante pra todos nós. Ressignificar o passado através de ações do presente para criarmos um novo olhar com mais perspectiva para o futuro”, explicou.  

O evento tem patrocínio master do Instituto Cultural Vale, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, do BNDES e da Prefeitura Municipal de Salvador. “Esses mestres são nossos heróis populares, são embaixadores da cultura da capoeira pelo mundo. Esse será um momento de reverenciar e agradecer. Agradeço à Prefeitura de Salvador por abrir esse espaço e todos aqueles que enxergam a capoeira como uma cultura de resistência”, continuou Mestre Sabiá.  

Atividades variadas – O presidente da Fundação Gregório de Matos (FGM), Fernando Guerreiro, enfatizou que o evento não honrará apenas os heróis da capoeira, como também buscará construir “um espaço de diálogo e evolução”. “Olhamos para o passado com gratidão, discutindo o presente com um compromisso claro de aprimoramento e olhos voltados para o futuro”, disse.  

“Em Salvador, berço da capoeira, reforçamos o comprometimento das políticas culturais, demonstrando que a proteção dessa tradição é um legado que transcende o tempo, enraizado na identidade e no patrimônio cultural brasileiro”, completou Guerreiro.  

No primeiro dia da programação, no Espaço Cultural da Barroquinha, destaca-se a abertura oficial com homenagens aos mestres. O segundo dia será de discussões sobre economia criativa, legados do Mestre João Pequeno e apresentações culturais.  

O terceiro dia concentra-se em seletivas e rodas de conversa sobre a internacionalização da capoeira. O último dia encerra o evento com oficinas, competições e shows, celebrando a diversidade cultural e o legado da capoeira.  

Confira a programação completa:  

Quarta-feira (24/1)  

Espaço Cultural da Barroquinha  

16h às 17h – “Heróis Populares – Os Mestres”, com a presença de Sidarta Ribeiro, James Martins e Mestre Sabiá  

17h às 20h30 – “Abertura Oficial – Homenagens aos Mestres”, com a participação do cortejo Filhos de Gandhy  

20h30 às 21h30 – “Roda de Mestres homenageados”  

Quinta-feira (25/01)  

Espaço Cultural Barroquinha  

9h30 às 10h30 – “Abre Alas aos Capoeiras”, com Antônio Liberac, Mônica Beltrão e Jorge Columá  

10h30 às 11h – Roda de Capoeira  

16h às 17h30 – “Rede Capoeira – Economia Criativa (Mestres dos Saberes)”   

Mercado Modelo 

17h30 às 18h30 – “Legados do Mestre João Pequeno”, conta com a Oficina e Roda de Capoeira Angola do Mestre Jogo de Dentro  

18h30 às 20h – “Oficina Mestre João Grande”, com uma Roda de Viola  

20h às 20h40 – “Festa de João”, com o Samba de Chula   

21h às 22h30 – “Show de Tonho Matéria”  

Sexta-feira (26/1)  

Espaço Cultural Barroquinha  

9h às 13h – “Seletivas Estação Paranauê – Bahia e Mundo”  

15h às 16h30 – “Roda de Conversa – Processo de Internacionalização da Capoeira”, com Mestre João Grande, Mestre Acordeon, Mestre Jelon e Mestre Amen.   

Mercado Modelo 

9h30 às 11h – “Oficina de Berimbau e Pandeiro”, com a Fundação Mestre Bimba  

16h30 às 18h – “Oficina e Roda de Capoeira”, com Mestre Lobão e Acordeon  

18h às 19h30 – “Legados do Recôncavo”, com a presença dos Mestres Felipe, Brandão, Adó, Ivan, Goes e Carcará  

19h30 às 20h30 – “Show Ganhadeiras de Itapuã”  

20h30 às 22h – “Mestre Lua Rasta e Convidados”, com cortejo e roda no Terreiro de Jesus.    

Sábado (27/1)  

Espaço Cultural Barroquinha  

10h às 11h30 – “Oficina É Regioná”, com Mestre Nenel e Cafuné  

11h30 às 12h30 – “Samba de Roda”, com Mestra Nalvinha  

Mercado Modelo 

16h às 19h – “Estação Paranauê – Competição”  

Praça da Sé  

19h às 20h30 – “Valeu Rede Capoeira!”, com Show Gerônimo  

20h30 às 22h – “Show da banda Viola de Doze” 

Reportagem: Mateus Soares/Secom PMS 

Natal de Salvador tem desfile, Casa de Papai Noel e shows de Thiago Arancam e Fat Family neste final de semana

Fotos: Betto Jr. / Secom PMS

O desfile “As Folias de Papai Noel – Grande Cortejo” volta às ruas do Centro Histórico nestes sábado (9) e domingo (10), a partir das 18h30, ‘soteropolizando’ a festa natalina na capital baiana. Cerca de 750 artistas utilizam variadas linguagens artísticas durante o desfile que, dividido em alas temáticas, mistura as tradicionais comemorações natalinas com manifestações culturais da identidade baiana.

As Folias de Papai Noel celebra o universo lúdico que cerca a figura do Papai Noel, também símbolo dos festejos natalinos, e que mora no imaginário de crianças e adultos, mas vai além. O desfile se inicia com o setor dos “Brincantes”, que traz múltiplos personagens dos Contos de Fada, palhaços, pernas de pau, conta com a Oficina de Frevos e Dobrados, regida pelo maestro Fred Dantas, e com um tradicional Ternos de Reis, também manifestação do nosso ciclo natalino.

No segundo setor, a folia é trazida para o contexto das manifestações afro-baianas: entra em cena a Corte de Negra Jô e seu universo, onde tem capoeiristas, o Samba de Roda e a ala dos Caboclos de Itaparica, reverenciando o Bicentenário da Independência na Bahia.

No terceiro momento, o destaque é para o inegável talento do baiano de se expressar pela dança, em suas múltiplas vertentes. Esse setor inicia com a participação do internacional Balé Folclórico da Bahia, que se junta a um grupo de street dance, que se junta a um grupo de dançarinos de vertentes diversas (dança contemporânea, dança cigana, do ventre, flamenca e grupo de valsa), que por sua vez se junta às quadrilhas juninas Asa Branca e Imperatriz do Forró. Fechando com chave de ouro esse setor dançante, o carro alegórico que traz nosso Papai Noel Negro, representando a maioria da população soteropolitana.

As alas finais celebram a diversidade do povo soteropolitano, que transita e colore as nossas ruas com suas múltiplas profissões e atividades: artistas da noite, os carrinhos de cafezinho, genuinamente baianos, as trupes de ciclistas, e os nossos festejados garis da Limpurb, que dançam enquanto trabalham. Fechando essa grande folia, uma surpresa robótica, conectando nosso formato particular de abrir os festejos de final do ano, com o mundo tecnológico, rodeado de 80 percussionistas, sempre presentes em nossas festas.

Além da parada natalina, no palco principal, localizado na Praça Municipal, se apresenta neste sábado (9) o tenor lírico brasileiro Thiago Arancam num concerto especial de Natal. Já no domingo (10), o grupo Fat Family é quem anima a galera.

Para os dias 16 e 17 e 23 o desfile natalino continua, porém com um cortejo mais reduzido, com os Brincantes de Papai Noel, como continuidade das inúmeras ações de Natal no Centro Histórico.

Serviço:

Desfile As Folias de Papai Noel – Grande Cortejo
Dias: 9 e 10 de dezembro
Saída: Rua Chile, às 18h30

Desfile Brincantes de Papai Noel
Dias: 16,17 e 23 de dezembro
Saída: Rua Chile, às 18h30

Bruno Reis anuncia pacote de entregas com Mercado Modelo e Casa da Mulher Brasileira

Fotos: Betto Jr. / Secom PMS

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, participou na manhã desta sexta-feira (8) da missa em homenagem ao dia de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na basílica dedicada à santa, no Comércio. O gestor disse ter agradecido à padroeira da Bahia por todas as conquistas de 2023: “Por todos os avanços que tivemos nos últimos anos, pela capacidade que nós tivemos de construir uma cidade cada vez melhor, uma cidade que a gente tem cada vez mais orgulho de aqui morar, de aqui viver”, disse.

Bruno aproveitou para anunciar uma série de entregas à cidade que serão realizadas ainda neste ano e no começo de 2024, entre elas a requalificação do entorno da basílica. “No dia 11, teremos a inauguração do Centro de Formação de Professores. No dia 13, o novo Mercado Modelo. No dia 14, a Casa da Mulher Brasileira. No dia 15, a Escola de Saúde Pública. E vamos, também, dar a ordem de serviço para iniciar a construção de outras grandes escolas municipais até o final do ano”, afirmou.

Para as primeiras semanas de 2024, já estão previstas outras entregas, como o Arquivo Público Municipal e Casa da História, além das obras de requalificação viária na região da Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia. “Por isso, pedir proteção é sempre bom. Estamos aqui hoje para pedir que nossa padroeira ilumine o nosso caminho, nos proteja, nos abençoe para que a gente siga transformando a cidade”, contou o prefeito.

Obras De acordo com a Superintendência de Obras Públicas (Sucop), a previsão é que as obras em frente à Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia sejam concluídas no começo de 2024.

Já foi concluída a rede de drenagem e a pavimentação em paralelepípedo na Rua Manoel Vitorino, e agora a Sucop segue com a pavimentação do trecho entre a Igreja do Corpo Santo e o Elevador Lacerda, além da vala técnica de telecomunicação, base em brita graduada simples, pavimentação em paralelepípedo e pavimentação em pedra portuguesa.

No local onde será instalado o primeiro edifício-garagem público, a terraplanagem já foi finalizada, e neste momento está em andamento a fundação, contenção, estrutura (vigas e pilares) e a laje em concreto. Além disso, a Prefeitura vai rebaixar toda a fiação de telecomunicações e de energia elétrica, limpando totalmente o visual da Igreja da Conceição e do frontispício da cidade.

O projeto foi elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) e contempla as vias próximas à basílica. As intervenções ocorrerão numa área de 3,8 mil m² e terão investimento próprio de R$12,5 milhões. A iniciativa propõe ainda o alargamento das calçadas para melhoria do trânsito de pedestres. Os passeios terão o piso em pedra portuguesa recuperado e granito serrado.

O paisagismo será valorizado com plantio de árvores, a fim de aumentar o conforto dos pedestres que transitam pela calçada, e as vagas de estacionamento em via pública serão ordenadas. A ação prevê também a retirada de fiação aérea e projeto de valas técnicas para cabeamento subterrâneo, iluminação cênica especial para a basílica e sistema de drenagem para escoamento das águas das chuvas.

Atriz Angela Bassett visita Muncab, em Salvador, e recebe prêmio por pioneirismo cultural

Foto: Divulgação Secult

A atriz estadunidense Angela Bassett esteve no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador, neste sábado (4), e visitou a exposição Um Defeito de Cor, inspirada no livro homônimo da autora Ana Maria Gonçalves. A atriz, que será premiada com um Oscar honorário ainda neste mês, está na capital baiana para participar do Festival Liberatum, que integra a programação especial para o mês de novembro realizada pela Prefeitura. A visita foi guiada pelas diretoras do museu, Cíntia Maria e Jamile Coelho, e pelo secretário de Cultura e Turismo (Secult) de Salvador, Pedro Tourinho.

Na exposição, que possui mais de 370 obras de 100 artistas do Brasil e do mundo, a atriz pode conhecer a história do livro, considerado um marco na literatura afrofeminista, através de obras de Mestre Didi, YedaMaria e Ayrson Heráclito. “Um defeito de Cor” narra a história de uma africana escravizada que, após muitas adversidades, consegue sua liberdade e parte em uma jornada em busca do filho. A narrativa aborda de forma profunda e sensível a experiência da escravização no Brasil e a busca pela identidade e liberdade.

Durante a ocasião, Angela Bassett foi homenageada com o prêmio Liberatum pela sua trajetória e pioneirismo cultural. Em seu discurso, a atriz afirmou estar imensamente agradecida pela compaixão e calor com que foi recebida, junta a sua família e amigos, pelos brasileiros e revelou sempre ter tido o sonho de conhecer o Brasil, suas belezas naturais, cultura e as lindas pessoas negras que o constituem.

Para Jamile Coelho, a presença de uma atriz como Angela é representativo de todo o processo diaspórico concebido pelo museu. “Estamos em um dos maiores museus de cultura afrodiaspórica das Américas. Então, essa conexão que a gente tem do lado de lá e que a gente traz para as Américas representa um marco histórico na cultura desse país”.

Cintia Maria reforça o caráter histórico da visita de Angela Basset e da reabertura do Muncab, que passou por revitalização. “Estamos fazendo todo esse movimento e está sendo histórico o museu fazer essa prévia da reabertura com a presença de diversos artistas e intelectuais negros do mundo inteiro. A visibilidade para o Muncab é enorme, é um presente para a cidade, especialmente nesse Novembro Salvador Capital Afro”.

A programação de novembro en Salvador também terá festivais como Afropunk, o Festival Internacional do Audiovisual Negro (Fianb) e o Festival Salvador Capital Afro, focado na economia criativa negra da cidade. Além da Caminhada da Liberdade, promovida pelo Fórum das Entidades Negras e o Desfile Salvador Capital Afro, no dia 25 de novembro, com o Carnaval adiantado dos blocos Afro.

Muncab reabre nesta segunda-feira (6) com exposição “Um Defeito de Cor” e roda de conversa gratuita com escritora

Foto: Cristian Carvalho / Divulgação

A partir das 13h desta segunda-feira (6), o Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira (Muncab) reabre ao público com a premiada exposição “Um Defeito de Cor”, dando seguimento ao Novembro Salvador Capital Afro. Como parte deste momento, a autora do livro homônimo que inspira a exposição, Ana Maria Gonçalves, irá realizar uma roda de conversa gratuita, às 16h30, no segundo piso do Muncab, para falar sobre a obra. Na semana de reabertura do museu, até o dia 12, o acesso será gratuito e os ingressos já podem ser retirados através do link (https://linkme.bio/muncab), assim como para a palestra de Ana Maria Gonçalves.

A reabertura do Muncab integra a programação do Novembro Salvador Capital Afro, iniciativa da prefeitura de Salvador para celebrar e valorizar a ancestralidade e cultura afro-baiana que constituem a cidade mais negra fora da África. Com cerca de 370 obras de mais de 100 artistas do Brasil e do mundo, “Um Defeito de Cor” chega a Salvador após estreia no Museu de Arte do Rio, que recebeu cerca de 165 mil pessoas nos 11 meses em que esteve em exibição. A exposição conta a história de Kehinde, uma africana escravizada que, após muitas adversidades, consegue sua liberdade e parte em busca do filho.

Cintia Maria, diretora do museu, afirma que a reabertura do Muncab em parceria com a Prefeitura de Salvador é parte do compromisso de continuar preservando o patrimônio material e imaterial da cultura afro-brasileira. “Estamos promovendo a discussão sobre a herança afro-diaspórica e a importância da representatividade na sociedade atual. É um convite para entender e valorizar o tecido diversificado que compõe o Brasil, de modo a nos fortalecermos como sociedade. Celebramos a diversidade, mas também reconhecemos as injustiças e as desigualdades que persistem”.

Na roda de conversa, que será mediada por Chicco Assis, diretor de Patrimônio e Equipamentos Culturais da Fundação Gregório de Mattos (FGM), o público terá a oportunidade única de conhecer a fundo a história do livro, considerado um marco na literatura afrofeminista. “A reabertura do Muncab é um marco importante para o fortalecimento das memórias afro-soteropolitanas, do legado que deixaremos para as gerações vindouras. Ter a exposição e a escritora Ana Maria Gonçalves entre nós provoca uma ampla reflexão: que outras histórias dos nossos Brasis ainda precisam ser contadas para anular a visão do patriarcado branco eurocêntrico que ainda hoje insiste em ser equivocadamente imposta nos livros, nas escolas, na mídia?”, provocou Chico.

Ainda na programação de reabertura do Muncab, Wole Soyinka, primeiro escritor negro vencedor do Nobel de Literatura irá participar do talk “A consciencia do escritor”, às 15h. Ao lado da também escritora e pesquisadora Camila Apresentação, a palestra irá abordar o papel do escritor num mundo turbulento. O talk já está com ingressos esgotados e é a última atração do Festival Liberatum em Salvador.

Texto: Ascom Secult

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