
Fotos: Jefferson Peixoto/ Secom PMS
A primeira reunião do Conselho Gestor do Parque Natural Municipal Marinho da Barra reuniu nesta semana representantes de diversas instituições e entidades, além de órgãos municipais, estaduais e da Marinha, com o objetivo de garantir uma gestão integrada, participativa e comprometida com a proteção ambiental.
A criação do Parque foi oficializada pelo Decreto Municipal nº 30.953/2019, com o propósito de preservar uma rica biodiversidade e sítios arqueológicos subaquáticos da região da Barra. Para reforçar a proteção da área, a Prefeitura de Salvador publicou o Decreto nº 39.792/2025, que estabelece regras mais rígidas para a navegação de embarcações dentro dos limites do parque. De acordo com as mudanças no dispositivo legal, o fundeio de embarcações na área passará a exigir anuência prévia do Conselho Gestor da unidade.
Segundo Ivan Euler, titular da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), o novo decreto também atualiza a composição do Conselho e reforça o compromisso com a gestão participativa do parque. Ainda de acordo com ele, o encontro, realizado na última terça-feira (1º), também serviu para discutir ações de fiscalização e preservação.
“Este ano, foi publicado um novo decreto, criando o novo Conselho de Estudos do Parque Marinho. Temos novos conselheiros, muitos deles já atuantes independentemente dessa função, o que fortalece ainda mais o trabalho do Conselho. Fizemos a primeira reunião do Conselho, com os novos conselheiros, onde discutimos os avanços, os compromissos e a importância do Parque para Salvador e para o sistema aquático marinho”, disse.
“Também falamos sobre as ações que já estavam sendo implementadas, como a intensificação da fiscalização durante o Carnaval, em parceria com a Salvamar, Guarda Municipal e Marinha. A ideia é evitar que embarcações fiquem ancoradas de forma inadequada no Parque Marinho”, acrescentou.
Integração – Além da fiscalização, o Conselho se comprometeu a ampliar a divulgação sobre a existência e a importância do parque para a capital baiana. Uma das ações é a proibição da pesca, do fundeio de embarcações e do descarte de resíduos, sobretudo na área de proteção. “Vamos ampliar a campanha educativa nas redes sociais da Prefeitura e dos conselheiros para reforçar essas informações”, completou Ivan.
A atuação integrada entre poder público e sociedade também foi ressaltada por Robson Pires, comandante do Grupo de Estudos e Proteção do Ambiente (GEPA): “A Guarda Municipal vem contribuindo para a elaboração do regimento interno e do plano de manejo do Parque. A reunião do Conselho é fundamental para definirmos a segurança e fiscalização do Parque, garantindo que ele seja cuidado como deve ser”, disse.
Bernardo Mussi, fundador do projeto Fundo da Folia, também comentou sobre os avanços da reunião: “Houve foco e discussões proativas em torno do maior desafio enfrentado desde a criação do Parque: a fiscalização. Saímos otimistas com a boa sinergia do grupo e confiantes de que as ações necessárias para que o Parque funcione efetivamente sairão do papel. Enquanto isso, seguimos com nosso trabalho voluntário de limpeza do fundo do mar e de divulgação das riquezas naturais, históricas e culturais do Parque em escolas, universidades, órgãos públicos e empresas. A educação ambiental é um dos pilares do Parque Marinho Municipal da Barra, e manter essas ações vivas também fortalece as decisões do Conselho”, declarou.
O local é o primeiro parque marinho contíguo ao continente do país. Criado na Barra, entre os fortes de Santo Antônio e Santa Maria, está localizado em uma área da Baía de Todos-os-Santos equivalente a quase 100 campos de futebol, ou 701,7 mil metros quadrados.

Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS
Reportagem: Ana Virgínia Vilalva/Secom PMS
O evento Laje Talks, promovido pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), receberá, nesta quinta-feira (24), das 18h às 20h, uma edição especial dentro do evento Fashion Revolution Week, que em 2025 traz o tema “Pensar global, agir local: Quem é o Brasil na Revolução da Moda?”. O encontro acontece no terraço da Secis, na Rua da Grécia, 43, Comércio, e os interessados em participar podem retirar o ingresso gratuitamente no site da Sympla (https://www.sympla.com.br/
A iniciativa vai reunir profissionais que pensam sustentabilidade no pré, durante e pós-Carnaval para falar sobre os abadás como resíduos têxteis da folia. Entre os nomes confirmados estão Marina de Luca, coordenadora da Fashion Revolution no Brasil; Carlos Viana Neto, da Sotero Ambiental; Dija Costa da Millie Eco; Loyola Neto, da Ecoloy; Aparecida Queiroz e Vanda Souza, do Projeto Refoliar, e Hilza Cordeiro, relações públicas do projeto Repense Reuse.
“Estamos muito felizes em realizar mais uma edição do Laje Talks, dessa vez colocando em pauta uma questão que precisa urgentemente de visibilidade: os resíduos têxteis gerados pelos abadás no Carnaval de Salvador. Esse é um desafio ambiental, social e econômico, que precisa ser enfrentado com criatividade, responsabilidade e diálogo. A parceria com o Fashion Revolution Brasil fortalece ainda mais nosso compromisso com uma cidade mais sustentável, consciente e inovadora. Convidamos toda a sociedade a refletir e construir, juntos, caminhos para uma moda mais justa, circular e inclusiva”, relata o secretário da Secis, Ivan Euler.
Para a coordenadora do evento, Marina de Luca, o mais importante do encontro é que o mundo já vive uma emergência climática, então é preciso entender o impacto dos materiais na vida das pessoas. “O Carnaval é uma festa linda, feliz, então precisamos pensar neste impacto. Isso já está sendo feito com as latinhas, através do trabalho dos catadores, mas é preciso ter um olhar para o descarte dos abadás, que tem uso de um dia. O poliéster, que é o material base, tem uma média de tempo de decomposição de 400 anos, então não podemos viver um planeta lotado de abadás descartados. Nós entendemos que é um símbolo cultural, e não é falar mal, nem terminar com o abadá, mas como a gente pode repensar esse item de forma que ele contribua com o meio ambiente”, avalia.
Marina ressalta ainda que o encontro no Laje Talks vai além de um diálogo, mas uma forma de aliar todos os atores envolvidos – sociedade civil, órgãos municipais e empresas dispostas a repensar o abadá a partir do design. “Cada um dos atores tem que fazer a sua parte. Por isso, teremos esse encontro dentro da Secis. Hoje, 80% do impacto de um produto pode ser alterado na escolha do design. Podemos repensar esse material, em como as empresas podem organizar o recolhimento desses resíduos, então entra o poder público. Um dos principais objetivos é trazer a Prefeitura para perto, para que ela seja guardiã desse fluxo municipal e que não dependa só de uma ONG”, finaliza.

Foto: Bruno Concha/Secom PMS
Reportagem: Camila Vieira/Secom PMS
Episódios frequentes de vandalismo com árvores e furtos de mudas em canteiros da cidade têm prejudicado o paisagismo e a preservação ambiental de Salvador. O caso mais recente foi registrado pela Guarda Civil Municipal (GCM) e pela Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), na região do Bonfim. Logo após o plantio de 190 quaresmeiras, algumas espécies viraram alvos de criminosos.
Outras ocorrências também foram registradas em áreas como Campo Grande, Barra e Comércio. Os furtos têm comprometido ações de arborização realizadas em espaços públicos, principalmente em canteiros e praças, além de onerar os cofres públicos da Prefeitura, que precisa replantar as espécies furtadas ou danificadas.
“São atos que prejudicam toda a cidade. Essas ações criminosas não apenas causam um prejuízo financeiro considerável aos cofres públicos, mas também atrasam nossos projetos de arborização e afetam diretamente a qualidade de vida da população. Cada muda arrancada ou danificada é uma oportunidade perdida de melhorar o microclima, de tornar Salvador mais verde, mais agradável e mais sustentável”, pontua o titular da Secis, Ivan Euler.
Além do impacto ambiental e do prejuízo ao patrimônio coletivo, essa prática configura crime ambiental, passível de prisão. De acordo com a Lei Federal 9.605/1998, destruir, furtar, danificar ou maltratar plantas de ornamentação em locais públicos ou propriedades privadas pode resultar em detenção de três meses a um ano, além de multa.
Embora seja considerado de menor potencial ofensivo, a conduta criminosa pode levar o autor direto para o juizado especial. Se for condenado, o infrator pode ficar proibido de cometer novos delitos ambientais por até cinco anos — e, se reincidir, será punido também pela prática anterior.
Como denunciar – “É importante reforçar que esse tipo de conduta configura crime ambiental e pode levar à responsabilização judicial dos infratores. Cuidar das árvores é cuidar da nossa cidade. Precisamos do apoio da comunidade para denunciar esses atos e proteger o patrimônio ambiental que é de todos”, alerta Euler. A orientação é que a população denuncie essas práticas por meio da Guarda Civil Municipal, através do Fala Salvador, no número 156 ou site http://salvadordigital.
O diretor de Sistemas de Áreas de Valor Ambiental e Cultural de Salvador (Savan) da Secis, João Resch, explica que a retirada das espécies dos canteiros tem se tornado cada vez mais comum. “Infelizmente está cada vez mais frequente. Existem pessoas com má índole, com esse perfil totalmente avesso à cidadania. Nos deparamos com situações absurdas. Um exemplo é o carro quebrado na via e o sinalizador é um galho de árvore arrancado no canteiro mais próximo”, exemplifica.
De acordo com o gestor, em algumas das ocorrências as espécies furtadas ou arrancadas estavam bem robustas. “Foram plantadas na operação passada. Com isso, a gente vai ter que ter outro trabalho de replantio, investir novamente e acompanhar o crescimento das mudas que já estavam crescidas”, afirma.
Novos plantios – A agenda de plantios da Secis é realizada o ano inteiro. No entanto, após o Verão é iniciado o Plantio Chuva, período considerado propício para melhor desenvolvimento das espécies. Ao longo dessa semana, Salvador vai ganhar centenas de novas mudas em canteiros diversos da cidade.
“Não vamos baixar a guarda, a gente vai continuar plantando. Inclusive, neste momento estamos instalando mudas na região da Barros Reis. Temos uma programação extensa de ações de arborização e a gente vai seguir trabalhando”, conclui Resch.

Fotos: Lucas Moura/Secom PMS
Reportagem: Letícia Silva/Secom PMS
A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) segue com a instalação de novos pontos verdes na cidade – a iniciativa busca promover melhorias tanto na paisagem urbana quanto na relação da população com o meio ambiente. Desta vez, o local beneficiado foi a Ladeira do Abaeté, em mais uma ação voltada à recuperação de áreas degradadas pelo descarte irregular de resíduos sólidos.
O projeto tem como objetivo transformar espaços antes utilizados como pontos de lixo em pequenos jardins comunitários, estimulando a conscientização ambiental e o cuidado coletivo com o espaço urbano. Desde 2020, cerca de 500 pontos verdes já foram implantados em diferentes bairros da capital baiana.
Morador da região, Marcos Querino, de 51 anos, elogiou a iniciativa. “Isso aqui vai ficar sensacional. O lixo que era descartado aqui vai dar espaço para a natureza, para a vida. Isso é muito importante porque nós transitamos por aqui e, por vezes, o lixo até impedia a passagem. Esperamos também que as pessoas se conscientizem e não voltem a descartar lixo por aqui”, afirmou.
De acordo com o presidente da Limpurb, Carlos Augusto Gomes, o projeto busca ir além da transformação física dos espaços. “Queremos transformar também a mentalidade das pessoas em relação ao descarte de resíduos e ao cuidado com o lugar onde vivem. Em muitos locais, os próprios moradores passam a cuidar dessas áreas verdes e incentivam outros a manter a região limpa”, destacou.
A escolha dos locais a serem revitalizados é feita com base em um mapeamento realizado rotineiramente pela Limpurb, que analisa a recorrência do descarte irregular em diferentes regiões da cidade. Após a definição do ponto, é feita a limpeza do local, a instalação de jardineiras produzidas com pneus reciclados, o plantio de mudas e a colocação de placas de sinalização educativa.

Fotos: Valter Pontes/ Secom PMS
Reportagem: Vitor Villar e Rodrigo Aguiar/ Secom PMS
A Prefeitura de Salvador entregou nesta terça-feira (15) mais duas obras de contenção de encostas: uma em Cosme de Farias e outra no Matatu. O investimento total é de aproximadamente R$ 1,3 milhão. Com essas duas intervenções, chega a 551 o número de áreas protegidas na cidade. Existem ainda mais 27 obras em execução.
O prefeito Bruno Reis pontuou que a grande maioria dos recursos investidos nas áreas de risco são municipais. “A gente chega hoje a 551 áreas protegidas em nossa cidade. O nosso secretário de Infraestrutura, Luiz Carlos, citou que foram investidos ao longo desses últimos anos mais de 600 milhões de reais. A maioria desses recursos, 90% deles, são da prefeitura. Recursos de vocês. Foi-se o tempo que essa cidade dependia do governo A ou do governo B para resolver os seus problemas. E é justamente por isso que hoje nós temos uma cidade mais resistente, mais resiliente às chuvas”, disse.
O chefe do Executivo municipal ressaltou que, com as mudanças climáticas, mesmo cidades planas ou que cresceram de maneira planejada têm enfrentado problemas quando chove. “Infelizmente, os fenômenos da natureza estão cada vez mais intensos, numa proporção muito maior. Mas é um fato, uma constatação: nos últimos anos nós avançamos muito. Não resolvemos todos os problemas, mas foram 550 áreas protegidas nos últimos anos. Investir em obras de contenção como essas é salvar vidas; é evitar mortes”, afirmou.
Além das 27 obras em execução, o prefeito informou que cadastrou recentemente mais 42 intervenções para encostas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. “Eu vou ficar esperando o PAC? Não. Eu cadastrei, até porque quem não pede não é atendido. Mas eu não fico me lamentando, transferindo responsabilidades, buscando justificativas ou culpados. Pelo contrário, vocês me veem todos os dias trabalhando nas ruas, levando soluções para a vida das pessoas”, completou Bruno Reis.
O secretário de Infraestrutura, Luiz Carlos, destacou o volume de investimentos feitos pela gestão municipal em áreas de risco para a preservação de vidas. “É fundamental a proteção de encostas, por isso a Prefeitura vem fazendo grandes investimentos. Nós já chegamos a quase 600 milhões de reais. São 551 encostas. Destaco a sensibilidade do nosso prefeito Bruno Reis, de ver os problemas e ter a capacidade de tomar a decisão, olhando sempre para o benefício das ações”, disse.
Proteção – O diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Sosthenes Macedo, apontou a transformação promovida pela Prefeitura nos últimos 12 anos com o intuito de evitar mortes em consequência das chuvas. “Até outrora, a cidade era palco e cenário de problemas, com vidas perdidas. Esse foi o histórico de Salvador por muitos anos. Agora, diante de uma reformulação do vetor de atuação da Prefeitura, as pessoas passaram a viver em segurança. Nesse momento de chuva, elas não dormiam”, lembrou.
“Embora as pessoas vejam muito as contenções feitas nas áreas abertas, de caminho público, é justamente nesse tipo de localidade onde a vida acontece. E é aqui que a Prefeitura se destaca, porque consegue alcançar justamente a resposta do que essas populações demandavam há muito tempo. Viviam inseguras e agora poderão viver em paz”, acrescentou o diretor-geral da Defesa Civil, ao comentar sobre o perfil das obras entregues nesta terça.
O subprefeito da Prefeitura Bairro Centro-Brotas, Alan Muniz, afirmou que ambas as intervenções foram resultado do diálogo com a população, que apresentou as demandas à gestão municipal. “Esse é o papel da Prefeitura-Bairro: aprofundar dentro do seu território as necessidades. As duas inaugurações foram fruto das discussões com a comunidade. Lógico que há um levantamento, um mapeamento de toda a região, mas nós fazemos a interlocução com a comunidade”, disse.
A família Estrela, uma das beneficiadas pela obra de contenção em Cosme de Farias, ressaltou que a situação da encosta oferecia grande risco para diversas casas da região. “A chuva agora não está mais como antes, né? Está mais pesada, com um fluxo muito forte. Aí quando chovia, descia essa água de esgoto, porque o esgoto não era canalizado. Sem contar que, se descesse aquele barranco, essas casas todas iam junto”, apontou Alda Estrela, que vive junto com a irmã Natália e a mãe, Luísa, moradora da região há mais de 50 anos.

Fotos e texto: Ascom/Secult PMS
O Complexo da Ladeira da Misericórdia, formado pelo Espaço Coaty e três edificações históricas, concebido pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (1914-1992) na década de 1980, segue com a requalificação que está sendo realizada pela Prefeitura de Salvador. Em vistoria ao complexo neste sábado (12), a vice-prefeita e titular da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), Ana Paula Matos, convocou uma força-tarefa entre entidades da gestão municipal para agilizar o andamento do projeto.
O equipamento será inaugurado como um espaço de ativações culturais e residências artísticas, em uma estratégia de fortalecimento do Centro Histórico de Salvador, em consonância com o que foi proposto por Lina. Agora, as obras envolvem equipes da Secretaria de Manutenção da Cidade (Seman), Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) e Superintendência de Obras Públicas de Salvador (Sucop), além da Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência (Secis) e da Diretoria de Iluminação Pública da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Dsip/Semop). Ao longo dos últimos meses, as etapas foram centradas na pesquisa e estudo sobre o projeto original de Lina Bo Bardi para o Complexo.
Para Ana Paula Matos, a reativação do complexo é mais uma prova do compromisso da administração municipal com o segmento cultural e com o Centro Histórico de Salvador. “O resgate e a requalificação deste espaço tão importante para a cultura da nossa cidade serão importantes legados da nossa gestão. Enquanto vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo, me sinto honrada por fazer parte desse movimento. Estamos trabalhando de forma intersetorial, com diversas secretarias e órgãos municipais, para devolver ao Espaço Coaty a vida que ele merece, respeitando a história e em consonância com as ideias do projeto original de Lina Bo Bardi”, declarou.
O espaço, localizado no limiar entre as Cidades Alta e Baixa, finalmente irá funcionar como um local de incubação educacional e artística pensado por Lina, que ficará a cargo da Associação Cultural sem fins lucrativos Pivô. “A requalificação da ladeira é um gesto potente da cidade: significa compreender o valor histórico, social, cultural e arquitetônico desse legado. Para o Pivô, é uma honra fazer parte desse processo e contribuir para que esse projeto emblemático seja novamente ativado“, pontua Fernanda Brenner, diretora artística do Pivô.
O impacto do trabalho da arquiteta em Salvador atingiu escala internacional pela integração social e antropológica. Este ano, o projeto da Ladeira da Misericórdia integra o Pavilhão Brasileiro na Bienal de Arquitetura de Veneza, uma fiel representação das interlocuções propostas por Lina.