Logo Prefeitura de Salvador

Salvamar e GCM atuam em ocorrência com peixe-boi em Itapuã

Espécie rara no litoral baiano, o peixe-boi-marinho Tupã, que havia sido reintroduzido em seu habitat natural em 2012, foi avistado na manhã de quinta-feira (17), em uma praia de Itapuã. Resgatado em 2005, na Bahia, Tupã vem sendo monitorado desde então. 

O chefe de Prevenção e Treinamento da Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar), Jou Alexandre Oliveira, foi acionado para a ocorrência por um colega salva-vidas, que avistou o animal e enviou um registro do acontecido. Logo depois, foi feito o contato com o Grupamento de Proteção Ambiental (Gepa) da Guarda Civil Municipal (GCM), que acionou o Instituto do Meio Ambiente (IMA). O Gepa e os pescadores conduziram o animal para alto-mar. 

Sinalização – “Tivemos um retorno positivo do IMA, relatando que as bandeiras roxas foram fundamentais para que eles identificassem o local do chamado. A sinalização também foi importante para impedir o acesso de banhistas à área e eventuais incidentes”, declarou Oliveira. 

Segundo o coordenador da Salvamar, Kailani Dantas, o peixe-boi apareceu durante o período de maré seca e teve dificuldade em se deslocar. “Nossa Equipe de Resposta Rápida (ERR) colocou, imediatamente, as bandeiras para auxílio do resgate”, explicou. 

Em casos semelhantes, a orientação é para que o cidadão entre em contato com a GCM, para acionamento da equipe de agentes treinados em ocorrências com animais silvestres, especialmente marinhos.  A GCM é acionada através do número (71) 3202-5312.

Secis e Ucsal firmam parceria para atividades teórico-práticas em meio ambiente

Uma parceria firmada na manhã desta quarta-feira (9) entre a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência (Secis), e a Universidade Católica do Salvador (Ucsal) vai fomentar a educação ambiental e o intercâmbio entre o ensino-pesquisa universitária com as práticas profissionais, trazendo a Universidade para dentro dos equipamentos municipais. A ação vai viabilizar a realização de estudos, pesquisa e ações voltadas para o conhecimento e proteção da biodiversidade e ações de conservação. 

De acordo com o diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam/Secis), João Resch, os estudos e ações têm como produto final a elaboração de materiais, indicadores e ações técnicas, incluindo relatórios que envolverão professores e alunos da graduação e pós-graduação da Ucsal, além de representantes técnicos da pasta municipal. “A Secis irá fornecer apoio técnico, dados georreferenciados, dados biológicos e ecológicos necessários à execução das atividades educativas, com a disponibilização de profissionais para acompanhamento dos técnicos e pesquisadores da Ucsal, a fim de concretizar as atividades de pesquisa”, explica. 

Além disso, a pasta irá contribuir com Inventariado da Biodiversidade, especialmente de fauna. A iniciativa vai contemplar a flora do Jardim Botânico de Salvador, para implantar o projeto para reconhecimento deste como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. A partir do aprofundamento do reconhecimento da fauna local, também está prevista a da proposição e formatação de um guia ilustrado da biodiversidade do espaço, em parceria com a universidade. 

A titular da Secis, Marcelle Moraes, destaca que a Ucsal vai disponibilizar técnicos para ministrar palestras, cursos e treinamentos aos colaboradores sobre temas relacionados às análises geradas, de acordo com a disponibilidade dos participantes. “Esta parceria é de grande importância para Salvador, pois conectamos a gestão municipal com a Universidade, ou seja, contribuímos com a qualificação dos novos profissionais e acadêmicos interessados na área da sustentabilidade, ensino, pesquisa e extensão”, declarou. 

A intenção, de acordo com a gestora, é estender a parceria com outras universidades, faculdades e demais instituições de ensino e pesquisa da capital baiana. “Esta é, certamente, a primeira de muitas outras ações conjuntas dessa natureza que iremos concretizar. Com isso, toda a sociedade soteropolitana é beneficiada, por fortalecermos os estudos que dizem respeito à preservação do meio ambiente, e demais questões de sustentabilidade e resiliência”, prospecta Marcelle.

Criado: 09 Novembro 2022

Espaço no Jardim Botânico possui plantas utilizadas em cultos afro-brasileiros

Diversas culturas ao redor do planeta têm o uso e a manipulação das ervas como parte da prática religiosa, a exemplo de ameríndios, chineses e africanos. Salvador mantém um espaço específico no Jardim Botânico de Salvador, no bairro de São Marcos. O equipamento abriga plantas tradicionalmente utilizadas para fins medicinais, gastronômicos ou rituais, dentre as mais de 61 mil espécies preservadas no local, que possui 160 mil metros quadrados de área, divididos entre plantas vivas e preservadas no herbário Radam Brasil, que integra o complexo. 

Para o coordenador de Projetos e Políticas da Reparação da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), Alisson Sodré, a iniciativa de criar um espaço etnobotânico para tratar de plantas sagradas vai muito além da preservação – é também uma forma de garantir a preservação do sagrado e a valorização das religiões de matriz africana, que têm em sua base o cuidado e a ligação com a natureza. 

“Antes de termos acesso a tudo que hoje a moderna medicina nos proporciona, diante dos avanços científicos e tecnológicos em relação aos cuidados com o corpo – em especial os advindos da África, na condição de escravizados – tinham como únicos elementos para cuidar do espírito, das enfermidades e também da culinária as plantas, para nós, tidas como sagradas. Portanto, é um ganho muito valoroso para todos”, aplicou. 

Usos e benefícios – Jane Palma, gerente de Biblioteca e Promoção do Livro e Leitura da Fundação Gregório de Mattos (FGM) e Iyarogba de Oxóssi, do Terreiro do Gantois, lembra que todas as religiões de matriz africana trabalham com água e folhas, banhos, chás, infusões e vaporizações. 

“São folhas para cura de doenças físicas e espirituais. Para banhos crus, folhas verdes, que serão misturadas (maceradas) em vasilhas de barro e coadas. Como exemplos, temos a arruda, utilizada para trazer proteção, e a mamona, que ajuda a curar feridas. A bertalha, por sua vez, é um ótimo remédio contra febre. Babosa cura infecções. Taioba é para cicatrização “, explica. 

Ainda segundo Jane Palma, outras folhas bastante destacadas para o uso ritual, medicinal e gastronômico são o bambu, que afasta espíritos mortos; louro, que traz prosperidade; e palha de alho, usada contra inveja e olho gordo. Já a folha de fumo age contra a perseguição. “A natureza é a base de várias civilizações que curam utilizando muitos chás e ervas”, finaliza. 

Péricles Ávila, analista de gestão pública e cambono do terreiro de D’Oya, em Gameleira, explica que toda a natureza atua junto à cultura religiosa de um lugar. “São elementos construtivos para uma vida saudável. Louvamos os senhores da guerra, das matas silenciosas, dos odes e até dos reinos minerais e das águas. Nosso lema é: se não há folha, não há orixá. Todas as plantas têm o seu valor. Cultivar folhas frias, quentes e mornas faz parte de nossa essência. Destaco uma folha importante dentre tantas outras: o peregum, que tem um fundamento especial desde um ebó ao nascimento de um noviço”, ensina. 

Estrutura e funcionamento – Com uma área total construída de 2,2 mil m², o Jardim Botânico de Salvador funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Além do espaço das plantas sagradas, a estrutura também possui um prédio principal, com quatro pavimentos. No subsolo, são encontrados vestiários, copa, depósito, estufa, sala de ar condicionado e sanitários. No andar térreo está o auditório com capacidade para 47 pessoas, conectado com o foyer. 

Há ainda o espaço semicoberto para atividades diversas com arquibancada. O ambiente digital com expositivos voltados à educação ambiental, além de hall de exposições e sanitários, também fazem parte deste andar. 

O primeiro pavimento tem área vegetal descoberta, de onde é possível avistar a copa das árvores, ou seja, a parte aérea da vegetação local. Também estão no primeiro andar o setor de programas e pesquisas, laboratórios, setor de coleções vivas, setor de acervo científico, salas administrativas, sala de curadoria, herbário, espaço de reuniões, copa/café e sanitários. 

Por fim, a cobertura vegetal possui área calçada, que permite o acesso e vista para a área externa. O projeto de requalificação do Jardim Botânico foi elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) e o espaço é administrado pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência (Secis).

Criado: 31 Outubro 2022

Projeto leva debate sobre preservação do meio ambiente à escola municipal

Pouco mais de 200 alunos do 1º ao 5º ano da Escola Municipal Bom Juá receberam, nesta quarta-feira (5), a primeira de duas etapas de apresentações do projeto nacional BuZum!, que tem por objetivo levar cultura, arte e conscientização a instituições escolares de todo o país. O projeto levou à instituição de ensino os espetáculos “Perigo Invisível” e “O Grande Perigo”, que serão exibidos até a quinta-feira (6), num total de sete apresentações nos turnos matutino e vespertino. 

Exceção entre os colegas, o pequeno Railton Sacramento, de 10 anos, já assistiu a alguns espetáculos, mas afirma que ter apresentações na unidade escolar que frequenta tem um diferencial. “Estou ansioso, pois essa peça fala do cuidado com o meio ambiente, da coleta de lixo dos mares e de todo o planeta”, diz. 

A coordenadora pedagógica Edileusa Souza explica que a ideia de levar o espetáculo aos alunos surgiu da necessidade de encontrar parcerias para ações que possam ser compartilhadas na unidade escolar. “A proposta casou com nossa concepção de ações para o meio ambiente na escola. Então conseguimos essa parceria com a BuZum e, agora, temos a oportunidade de trazer o teatro para dentro da instituição, inserida na pauta de cuidados com o meio ambiente, provocando os alunos para participar de atividades como esta”. 

Para a gestora, a oportunidade é uma chance de a turma conhecer um pouco mais sobre espetáculos artísticos, que não teriam acesso de outra forma. “Eles criam grandes expectativas, e a escola responde valorizando esse desejo e agregando cultura e arte no currículo escolar. Dessa forma, eles passam a explorar outros conhecimentos”. 

Conscientização – Fernando Negah, produtor da Companhia BuZum”, explica que “O Grande Perigo”, espetáculo apresentado neste primeiro dia na escola, tem por objetivo conscientizar sobre a necessidade de não jogar lixo nos mares. “Contamos a história de uma pequena tartaruga que se perde da mãe e passa por diversas aventuras até reencontrá-la em meio ao entulho. Neste meio tempo ela se depara com muitos desafios relacionados ao lixo jogado no mar, até encontrar a mãe. Plantamos a ideia da conscientização para que as crianças possam difundir essas informações em casa, com os amigos, enfim, formando uma grande rede através dos pequenos”, reforça. 

Para o diretor da Bom Juá, Herson Conceição, o projeto traz uma oportunidade de manter uma relação entre os 203 alunos com o meio ambiente. “A peça em si foca na sensação de pertencimento com a comunidade, fala de coleta e separação do lixo, da necessidade de se preservar a vida marinha em relação ao lixo jogado na areia ou no mar. A ideia é fazer com que o aluno faça essa ligação da peça com a sua realidade, com o seu dia a dia em comunidade, com impacto direto no dia a dia das crianças. O próximo passo será acrescentar este projeto também no contraturno das aulas, como reforço e atividades lúdicas, que possam suprir as necessidades destes alunos no campo cultural”, completa.

Criado: 05 Outubro 2022

Caravana da Mata Atlântica distribui mudas de espécies nativas em Mussurunga

O bairro de Mussurunga foi visitado, na manhã desta sexta-feira (26), pela Caravana da Mata Atlântica, ação promovida pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência (Secis). O projeto distribuiu 100 mudas de espécies nativas, na Praça Mussurunga, no Setor C. 

Morador da localidade há mais de 40 anos, o motorista Antônio Romão aproveitou a presença da equipe da Secis para levar uma muda de pitanga para casa. Ele, que já tem o costume de plantar, viu na caravana uma oportunidade de aumentar sua diversidade de espécies. “Vim à feira comprar um limão e quando vi o balcão doando, resolvi pegar umas mudas. É bom demais, é muito importante para deixar a cidade mais verde”. 

Outra moradora do bairro, a higienizadora Tais Cunha, de 44 anos, também garantiu uma muda para a própria residência. “Passei por aqui, vi e achei interessante. É uma boa iniciativa porque faz com que as outras pessoas cuidem do meio ambiente. Já possuo mudas em casa, gosto de plantar. Agora com a pitanga e a ixora, vou deixar meu jardim mais bonito”. 

De acordo com o diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural da Secis, João Resch, o objetivo da caravana é levar para o cidadão a consciência de se ter uma cidade mais arborizada, melhorando a qualidade de vida urbana e fomentando a educação ambiental. “Na entrega da muda, o cidadão é orientado como plantar, é bem didático. É importante sensibilizar e mostrar que o município está preocupado com a preservação e ampliação das áreas de mata atlântica, e que o cidadão se engaje para preservar também”. 

Segundo Resch, a caravana deve acontecer todas as sextas-feiras também no mês de setembro, em locais a serem definidos. O objetivo é continuar levando educação ambiental para as comunidades. Na ação, são distribuídas mudas diversas, a exemplo de ipês rosa e amarelo, pitanga, ixora, coderlini baby, amora, palmeira e clusia. 

Educação ambiental – A Caravana da Mata Atlântica é uma ferramenta criada para realizar ações de educação ambiental em Salvador por meio de plantios interativos e distribuição de mudas por toda a cidade. O programa foi iniciado em 2017 e, em 2022, a kombi do projeto já passou por localidades como o Parque Pedra de Xangô, em Cajazeiras; Praça da Revolução, em Periperi; Praça do Bonfim, na Cidade Baixa;  Parque da Cidade, no Itaigara; e a Praça Aquarius, na Pituba.

Criado: 26 Agosto 2022

Caravana da Mata Atlântica chega a Mussurunga nesta sexta (26)

Criado: 25 Agosto 2022

O bairro de Mussurunga é o mais novo local a ser visitado pela Caravana da Mata Atlântica, ação promovida pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência (Secis). O projeto vai distribuir 100 mudas de espécies nativas na Praça Mussurunga, no Setor C, nesta sexta-feira (25), a partir das 9h.

A iniciativa visa sensibilizar os cidadãos soteropolitanos sobre a importância da preservação ambiental na cidade. Por meio da estratégia, técnicos da Secis também prestam orientações sobre o plantio e conservação de diversas espécies nativas.

Este ano, a kombi do projeto já passou por localidades como o Parque Pedra de Xangô, em Cajazeiras; a Praça da Revolução, em Periperi; a Praça do Bonfim, na Cidade Baixa; o Parque da Cidade, no Itaigara, e a Praça Aquarius, na Pituba.

Skip to content