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Alunos da rede municipal são medalhistas da Olimpíada Brasileira de Matemática

Doze estudantes da Rede Municipal de Salvador estão entre os finalistas da 16ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). As alunas Keylla de Sousa Santos e Isamara Conceição Silva, das escolas municipais Brigadeiro Eduardo Gomes (São Cristóvão) e Visconde de Cairu (Brotas), respectivamente, conquistaram medalha de prata na competição. Daniel Bruno Brito da Cruz, aluno da Escola Municipal Sebastião Dias (Daniel Lisboa), é medalhista de bronze. Os demais se classificaram para receber Menção Honrosa.

A cerimônia de Premiação Regional da 16ª edição da Obmep ocorreu nesta quinta-feira (1º), no auditório do Pavilhão de Aulas da Federação I (PAF I) da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Em razão dos protocolos sanitários para prevenção da Covid 19 e da capacidade do auditório, o evento foi restrito aos alunos que receberam as medalhas de prata e bronze e respectivos professores. Participaram também os classificados com ouro para receber os certificados, as medalhas, no entanto, serão entregues posteriormente em uma cerimônia específica.

Os certificados de Menção Honrosa já foram enviados para as respectivas escolas. A mesa foi composta por Roberto Santana, coordenador Regional de Salvador e Região Metropolitana da Obmep (BA), Evandro Carlos Ferreira Santos, diretor do Instituto de Matemática da Universidade Federal da Bahia (Ufba), e Luzinalva Miranda de Amorim, ex-coordenadora da Obmep na Bahia.

“A Obmep é mais que uma prova, é uma forma de gerar um maior interesse dos estudantes pela matemática, de estimular e promover a curiosidade voltada aos estudos dessa área. Nossos alunos, professores e escolas da rede municipal estão de parabéns pelas conquistas”, diz Isabela Silva Cavalcanti, da Coordenadoria de Formação Pedagógica (CFP), que esteve no evento representando o secretário municipal da Educação, Marcelo Oliveira.

Realização – Muito feliz e orgulhosa pela conquista da medalha de prata, a aluna Isamara Silva, de 14 anos, contou que foi a primeira vez que participou da Obmep. “Eu acho muito importante participar. É uma oportunidade de melhorar o futuro”, disse.

Para Daniel da Cruz, 15 anos, receber a medalha trouxe o sentimento de realização. É a segunda edição da Olimpíada que ele é medalhista. “Eu me sinto estimulado a estudar cada vez mais e participar das novas edições”, afirmou. Ele e Isamara contaram que “adoram matemática”.

A mãe de Isamara, Maria das Candeias Conceição Silva, e o pai de Daniel, Marcelo Bezerra da Silva, destacaram a dedicação dos filhos aos estudos. “É mérito deles, que se empenharam e tiveram essa conquista tão importante”, disseram. Presente também ao evento, o professor de Matemática Cristiano Fortes Bahia, da Escola Municipal Visconde de Cairu, frisou a importância da Educação no desenvolvimento das pessoas e elogiou a conquista dos alunos.

Menção honrosa – Os estudantes que receberam Menção Honrosa foram: Enzo Gabriel Dantas Lima (Escola Brigadeiro Eduardo Gomes), Nicolas Dantas Andrade (Escola Municipal 2 de Julho), David de Souza Nunes e Marcos Vinicius Freitas Souza, ambos da Escola Municipal Professora Olga Mettig, Anne Kathleen Tosta Silva (Escola Municipal Teodoro Sampaio), Maria Eduarda O. de Almeida Sena (Escola Municipal Visconde de Cairu), A. E. S. S. (Escola Municipal Yves De Roussan), Cauã dos Santos Silva (Escola Municipal Sebastião Dias) e Héder De Jesus Araújo (Imeja).

Criado: 02 Dezembro 2022

Palestra em escola municipal ressalta importância da Guerreira Zeferina

A história do bairro de Periperi e a biografia da escrava Guerreira Zeferina foram o tema da palestra ocorrida na Escola Municipal Guerreira Zeferina, em Periperi, na última sexta-feira (25). A atividade faz parte da programação pelo Novembro Negro e do Planejamento Político Pedagógico (PPP) na instituição de ensino.

A diretora da unidade, Ana Beatriz Santana, explicou que a iniciativa visa gerar conhecimento para os participantes acerca do bairro de Periperi e do Conjunto Habitacional Guerreira Zeferina, que leva o nome da líder quilombola que lutou pela liberdade no Subúrbio Ferroviário, no século XIX, e dá nome ao local hoje.

“Desde 2019 criamos momentos de pesquisas e estudos para todos os funcionários terceirizados e servidores da rede municipal que desenvolvem atividades trabalhistas na escola. Essas atividades têm o objetivo de ampliar os conhecimentos de toda a equipe técnica e pedagógica e promover um enriquecimento no currículo desses profissionais, favorecendo automaticamente o processo de ensino e aprendizagem dos nossos discentes”, destacou Ana Beatriz.

Além das palestras voltadas para o quadro de funcionários, outras iniciativas são feitas na instituição. “Desenvolvemos atividades inerentes ao currículo proposto pela rede para o segmento educação infantil e ações voltadas aos projetos institucionais. Já foram abordados aqui diversos temas, como alimentação saudável, sustentabilidade, nossa identidade, a saúde física da criança e o projeto mente e corpo”, contou.

Ao decorrer do ano, cerca de quatro formações para funcionários, através de palestras, acontecem na instituição de ensino. Atualmente, a escola atende 185 alunos, dentre turmas parciais e turmas em regime integral.

História – O Conjunto Habitacional Guerreira Zeferina, situado no bairro de Periperi, na região do Subúrbio Ferroviário, completou quatro anos em abril deste ano. A localidade, que até 2018 era conhecida como ‘Cidade de Plástico’, passou por uma das maiores intervenções urbanas e sociais da história de Salvador e abriga atualmente mais de 250 famílias, que vivem em condições dignas de moradia.

Antes de 2018, a comunidade Guerreira Zeferina era marcada pela carência e falta de estruturas básicas. A área de 20 mil m² foi alvo de transformação urbanística e recebeu um amplo conjunto habitacional, composto por apartamentos distribuídos em 10 prédios, com dois ou três quartos. Além disso, o conjunto dispõe de 20 moradias adaptadas, para pessoas com deficiência.

No local também foram construídos uma escola, que atende crianças de dois a cinco anos em ensino integral; campo de futebol; centro comunitário, miniquadra; boxes comerciais; espaço de convivência e lazer; calçadão de acesso à praia; deque; e estacionamento.

Criado: 28 Novembro 2022

Tablets e chromebooks auxiliam alunos e professores da rede municipal de ensino

Pouco mais de dois meses após o início da entrega dos tablets e chromebooks pela Prefeitura, alunos e professores da rede municipal de ensino de Salvador destacam que os dispositivos têm contribuído para o processo de ensino e aprendizado, em sala de aula. Desde setembro, mais de 100 mil tablets foram destinados a estudantes do 1º ao 9º ano e mais oito mil chromebooks, para o corpo docente.

Na Escola Municipal Saturnino Cabral, em Cosme de Farias, professores e alunos aprovaram a iniciativa, que faz parte do Programa Educação Digital. A vice-diretora da unidade, Camila Amorim, lembrou que o uso do tablet está em fase inicial, mas as mudanças de comportamento são perceptíveis.

“Os alunos já estão acostumados com a rotina de trazer o tablet para a escola, no dia de atividades da plataforma Tech for kids. Algumas turmas vão além das atividades de sala de aula, com o recreio interativo, pesquisando material para atividades, como fizeram para o Dia da Consciência Negra”, conta.

Interação – A vice-diretora afirma que o recurso é um caminho para os alunos agregarem mais informações e consolidarem o aprendizado. “Está funcionando no letramento digital e pensamento computacional, associado ao raciocínio lógico. É um recurso novo, que estimula, desenvolve e fortalece os alunos, além de contribuir no processo de interação entre eles”.

O professor do 2º ano, Renato Borges, afirmou que a tecnologia tem ajudado muito no despertar para o conhecimento. “Vivemos em um mundo onde a tecnologia está inserida na sociedade e trazer isso para a escola é interessante. Temos experienciado, com uso da tecnologia do tablet, um melhor desempenho na leitura e escrita e também na concentração. Como não temos espaço para o intervalo, usamos este período para jogar e brincar, tornando esses momentos produtivos, usando o tempo ocioso para mais aprendizagem”.

O aluno do 4º ano, Davi Sacramento, de 10 anos, conta que tem aproveitado bastante o tablet. “Tenho usado muito na aula, me ajuda bastante. Está sendo muito legal, porque eu aprendo mais também”, diz.

Com investimentos de aproximadamente R$90 milhões na compra dos equipamentos, a Smed pretende melhorar as condições de aprendizagem dos estudantes, fortalecer a política de educação integral, com mediação tecnológica, agilizar o processo de correção de avaliações externas e tornar mais eficientes os processos de gestão administrativa e pedagógica, da rede municipal de ensino.

Dados – O Programa de Educação Digital visa ampliar a conectividade dos alunos, reduzir a infrequência, o abandono escolar e melhorar o rendimento. O dispositivo eletrônico contém um pacote de dados, atualizado mensalmente. Um novo sistema será integrado à toda a rede, controlando a performance, registros, histórico escolar, matrícula e cadastro dos alunos, além de distribuição de vagas por georreferenciamento.

Dentro do programa está a Plataforma Educacional Inteligente, um ambiente virtual de aprendizagem que será utilizado nos tablets e chromebooks entregues aos alunos e professores, respectivamente. Lançado pela Prefeitura na última quarta-feira (23), a ferramenta possui mais de 74 mil atividades gamificadas, biblioteca digital e soluções conectadas às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Direcionada a estudantes do Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais, o sistema traz uma interface atrativa e de fácil navegação, que proporciona imersão digital e ludicidade, tornando o aprendizado mais prazeroso. A ferramenta é responsiva, podendo ser utilizada em computadores, tablets ou celulares, permitindo ainda a emissão de relatórios, acompanhamento do aprendizado e dos avanços dos estudantes.

A Plataforma Educacional Inteligente ainda possui conceitos de acessibilidade para alunos com deficiência, como um tradutor virtual de Libras, adequações para pessoas com problemas de visão – aumento de letras, contrastes e leitor virtual. Além de beneficiar os alunos, o dispositivo dá autonomia para os professores, que podem optar pelas propostas já ofertadas pelo software ou pela construção de novos planejamentos e conteúdos.

Criado: 28 Novembro 2022

Coleta seletiva movimenta gincana de escola municipal em Ilha Amarela

O Programa de Educação Ambiental (PEA) do Projeto Novo Mané Dendê participou da tradicional Gincana do Orgulho Negro e Identidade Quilombola, realizada na Escola Municipal Manoel Henrique da Silva Barradas, no bairro de Ilha Amarela. A atividade ocorreu na quinta-feira (24), dentro da programação do Novembro Negro na unidade de ensino. A unidade escolar faz parte do complexo da Bacia do Cobre, no Parque São Bartolomeu.

As atividades da gincana foram voltadas para a ressignificação da identidade dos alunos, assim como para a construção da identidade territorial. Durante a abertura, a coordenadora técnica do Programa de Educação Ambiental (PEA), Roseane Palavizini, fez uma apresentação abordando o que é educação ambiental e, também, um breve resumo das ações do projeto Novo Mané Dendê.

“A parceria do Novo Mané Dendê com as atividades da escola perpassa por uma questão de identidade e consciência ambiental. Os alunos começaram a entender a importância de ter um ambiente limpo, agradável e a enxergar o rio Mané Dendê não só nas áreas do projeto e adjacências.” pontuou a diretora da unidade de ensino, Rosemary Mesquita.

A equipe do PEA incentivou aos alunos do Fundamental II a fazerem, dentro das comunidades onde residem, a coleta de resíduos plásticos, como recipientes de shampoo, creme, garrafas pet e potes de margarina. Para obter vitória na atividade, cada equipe teve que, no mínimo, entregar cerca de 500 unidades plásticas aos representantes da Cooperativa de Reciclagem e Serviços da Bahia (Cooperes) presentes na gincana, com assistência técnica do Negócios de Impacto e Desenvolvimento Sustentável – Badame.

Aluno do 8º ano Mateus Alves, de 13 anos, era um dos mais empolgados com a atividade. “É muito importante a escola fechar parceria com o Novo Mané Dendê. Quando a gente retirar esses resíduos que podem ser reciclados, estamos contribuindo para o meu país, para o mundo!”

Programa – O Programa de Educação Ambiental (PEA) tem como objetivo contribuir, sensibilizar e ampliar o conhecimento ambiental dos moradores da Bacia Hidrográfica do Rio Mané Dendê, desenvolvendo rodas de conversa e uma escuta ativa nas comunidades, buscando despertar mudança de pensamento, comportamento que favorecem diretamente a melhoria de vida das comunidades do subúrbio.

Novo Mané Dendê – O projeto Novo Mané Dendê corresponde à primeira etapa do Programa de Saneamento Ambiental e Urbanização do Subúrbio de Salvador, com intervenções nas localidades do Alto da Terezinha, Itacaranha, Ilha Amarela, Plataforma e Rio Sena. O objetivo é contribuir para o bem-estar econômico e a qualidade de vida da população da Bacia do Rio Mané Dendê, nas esferas econômica, social e de saúde, através da melhoria sustentável das condições socioambientais e de urbanização.

Criado: 25 Novembro 2022

Plataforma inteligente reforça aprendizagem na rede municipal de ensino

A rede municipal de Educação contará com uma nova ferramenta tecnológica que vai contribuir para que a capital baiana avance ainda mais na qualidade do ensino. Trata-se da Plataforma Educacional Inteligente, um ambiente virtual de aprendizagem que será utilizado nos tablets e chromebooks entregues pela Prefeitura aos alunos e professores, respectivamente. A tecnologia foi apresentada pelo prefeito Bruno Reis e pelo titular da Secretaria Municipal da Educação (Smed), Marcelo Oliveira, nesta quarta-feira (23), durante evento no Fiesta Hotel, no Itaigara. O evento teve ainda a participação da vice-prefeita Ana Paula Matos e de gerentes regionais de educação.

O prefeito reforçou que a nova plataforma é uma virada de chave que vai ajudar a tirar o atraso causado pela pandemia na educação soteropolitana. “Estamos apostando muito na educação digital para melhorar o sistema em nosso município. Então, hoje estamos apresentando essa nova plataforma AVA (ambiente virtual de aprendizagem), onde diversas ferramentas vão possibilitar que os estudantes possam evoluir bastante no aprendizado. Isso complementa a distribuição de tablets e chromebooks, todos com pacotes de dados, de forma que se possa completar esse reforço digital e que isso seja fundamental para a educação avançar na capital baiana. É uma forma de recuperar o tempo perdido, seja nas séries iniciais ou nas finais”.

A ferramenta possui mais de 74 mil atividades gamificadas, biblioteca digital e soluções conectadas às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Direcionada a estudantes do Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais, o sistema traz uma interface atrativa e de fácil navegação, que proporciona imersão digital e ludicidade, tornando o aprendizado mais prazeroso.

Marcelo Oliveira destacou a informatização do sistema educacional da capital baiana, ressaltando que está em fase final de entrega dos tablets para os alunos. “O equipamento em si teria pouca valia, não fosse todo o projeto envolvido. É aí que entra nosso ambiente virtual de aprendizagem, que é um portal pedagógico onde o professor tem a oportunidade de criar estudos dirigidos, utilizando textos, vídeos e imagens para diversificar o aprendizado. Tudo isso em forma de jogo, onde a criança avança de acordo com o que vai aprendendo.”.

O gestor completou que a estratégia permite, ainda, que o professor tome ciência dos assuntos que determinado aluno não domina, para adotar as devidas providências no sentido de reforçar este aprendizado. “Tudo de forma automática, com relatórios estatísticos, mostrando como está cada aluno de cada segmento. Isso é um grande avanço na educação de Salvador. É um investimento significativo, mas que dará um retorno muito importante para avançar o sistema educacional da capital baiana”, disse Oliveira.

O software trabalha também com desafios, educação financeira, leitura, redação, conquistas coletivas, entre outros aspectos, além oferecer avaliação continuada e metodologia ativa, possibilitando acompanhar e mensurar o desempenho dos estudantes e educadores.

Acessibilidade – A Plataforma Educacional Inteligente ainda possui conceitos de acessibilidade para alunos com deficiência, como um tradutor virtual de Libras, adequações para pessoas com problemas de visão – aumento de letras, contrastes e leitor virtual. Além de beneficiar os alunos, o dispositivo dá autonomia para os professores, que podem optar pelas propostas já ofertadas pelo software ou pela construção de novos planejamentos e conteúdos.

A ferramenta é responsiva, podendo ser utilizada em computadores, tablets ou celulares, permitindo ainda a emissão de relatórios, acompanhamento do aprendizado e dos avanços dos estudantes. O valor do investimento para implantação do sistema na rede municipal é de cerca de R$18 milhões.

A professora e também coordenadora regional de 38 escolas da GR Subúrbio II, com unidades no continente e nas Ilhas, Cássia Góes, afirmou que a adoção da tecnologia digital só colabora para a melhoria do aprendizado em Salvador. “Essa entrega dos tablets e chromebooks era muito esperada por toda a rede. Isso amplia a qualidade e os resultados nas escolas. Ainda estamos nos apropriando do sistema, mas já é possível notar mudanças como o acesso à tecnologia com pacote de dados. Para os professores, é mais um instrumento para dispor o conteúdo de forma on-line, sendo possível ter um planejamento mais rico, com tempo para organizar a intervenção pedagógica de forma mais completa”.

Programa – A Plataforma Educacional Inteligente integra o Programa de Educação Digital, lançado em setembro passado a partir da aquisição e distribuição de 106 mil tablets com chip para alunos e 8 mil chromebooks para professores da rede municipal. O investimento foi de R$90 milhões.

“Aos poucos, e com o esforço de todos, vamos construindo uma Salvador mais inclusiva. Nossa rede de educação é vocacionada e apaixonada, que sabe seu papel de responsabilidade social. Além disso, a comunidade escolar é forte e carece de novas ferramentas e melhoria do fluxo de trabalho”, avaliou a vice-prefeita Ana Paula Matos.

Criado: 23 Novembro 2022

Servidores músicos aproximam comunidade e educam através da arte

Fotos: Otávio Santos/Secom e Max Haack/Arquivo Secom

Nesta terça-feira (22) é celebrado o Dia do Músico. A data foi escolhida em homenagem à Santa Cecília, considerada pelos católicos a padroeira destes profissionais. Na gestão municipal, existem músicos nas mais diversas áreas, alguns deles na educação e segurança pública, como é o caso do professor da rede municipal de ensino, Alexsandro Rocha, e do guarda civil municipal Leandro Magalhães.

O professor Alexsandro Rocha, de 48 anos, lida com 130 alunos do 1º ao 5º ano, semanalmente, nos turnos matutino e vespertino, sendo dois dias na Escola Municipal Agripiniano de Barros e outros dois dias, na Escola Municipal Eduardo Doto, as duas em Praia Grande, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Nas duas instituições, Rocha dá aulas de canto, flauta e percussão, contribuindo no desenvolvimento dos jovens e democratização do fazer musical.

Há 15 anos atuando como professor de música na rede municipal, ele conta que, mesmo com toda a dificuldade, o seu sentimento é de realização em poder proporcionar alegria aos alunos. O docente é quem adquire os instrumentos, a exemplo das flautas que são dadas aos jovens, para que treinem não só em sala de aula, mas também em casa. “Muitos não conseguem seguir adiante no trabalho, mas eu consigo. Não fiquei nem rico nem pobre, mas realizado. Sempre adquiro os instrumentos para repassar aos alunos e não consigo parar, estou sempre seguindo em frente, procurando agregar cada vez mais jovens no aprendizado da música”.

Na sede da Guarda Civil Municipal, na Avenida San Martin, 18 agentes ensaiam, diariamente, para levar música à população. Criado em 10 de dezembro de 2008 e vinculado à Coordenação de Prevenção à Violência (Cprev), o grupo contribui de forma preventiva junto aos cidadãos, prestando ações educativas, lúdicas e musicais, formando o conceito de guarda cidadã. No repertório eclético, não podem faltar canções como Baianidade Nagô, Eva, Thriller, Tarde em Itapuã e Eva.

O grupo é composto por seis saxofonistas (três sax alto e três sax tenor), dois trompetistas, três trombonistas, um bombardino, um baterista, dois percussionistas, um tecladista, um baixista e um na tuba. Ao longo dos anos, alguns projetos são destacados pela banda, a exemplo do projeto com as fanfarras de Salvador; o Carnaval Itinerante, levando música para pessoas, que não podem estar nos circuitos oficiais da festa; Guarda, Cidadania e Música nas praças e o projeto de flauta doce nas escolas.

Para Leandro Magalhães, encarregado e trombonista da banda, fazer música na GCM, trabalhando com o que gosta, é gratificante. “A banda de música é de suma relevância para a Guarda, pois é nosso elo com a comunidade. Levar música, incentivar uma criança, um jovem, ou qualquer pessoa a querer aprender a tocar um instrumento, ou simplesmente poder resgatar alguém de algum problema, através da música é uma façanha grandiosa. Me sinto honrado em comandar o grupo”.

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